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Inflação força consumidores a reduzir gastos com higiene pessoal

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gastos com higiene pessoal

O peso da inflação vem estimulando os consumidores brasileiros a reduzir gastos com higiene pessoal, incluindo produtos como sabonetes e xampus. A notícia exige do varejo farmacêutico um olhar mais atento a promoções e a detalhes como a oferta de embalagens mais econômicas.

Segundo estudo da consultoria Kantar, veiculado pelo O Estado de S. Paulo, o número de banhos sem uso de sabonete aumentou 9% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018, considerando pessoas que tomam o segundo banho diário. O pico ocorreu no segundo trimestre de 2021, quando essa rotina aumentou 28%.

A Kantar consegue mensurar esses indicadores a partir de uma ferramenta que monitora o comportamento diário de 4 mil consumidores. Os hábitos desse grupo representam um universo de 115 milhões de brasileiros, já que quase 70% da população toma dois banhos diariamente.

“Não é que os brasileiros estejam abandonando o sabonete, mas um em cada cinco banhos é apenas com água, e essas ocasiões são feitas por cerca de 31% da população”, ressalta Jenifer Ferreira Novaes, executiva sênior da consultoria.

Classes D e concentram freio nos gastos com higiene pessoal 

O cenário aflige especialmente as classes D e E, cuja renda média individual é de R$ 791,63, o que corresponde a 65% do salário mínimo. Os banhos sem sabonete tornaram-se rotina principalmente na Região Sudeste, que concentra 53% de mulheres – a maioria são mães que trabalham em tempo integral e sustentam a casa.

“O aumento da inflação e o agravamento do cenário econômico levaram o consumidor a ter de fazer escolhas, seja cortando produtos, seja racionalizando o uso para que durem mais”, afirma Rafael Couto, diretor de soluções avançadas da consultoria.

As embalagens econômicas, em especial no caso dos produtos para cabelo, surgem como alternativa para atenuar o aumento nos preços. O consumo de xampus e condicionadores com embalagens de 400 ml a 599 ml teve um incremento de 6,8% em unidades no primeiro trimestre deste ano, enquanto frascos maiores (acima de 600 ml) tiveram 4,1% de ampliação. Em contrapartida, a demanda por embalagens com até 399 ml ficou estável.

A inflação dos produtos de higiene pessoal aparece em patamar próximo ao dos alimentos. O preço do sabonete, por exemplo, subiu 27,97% nos últimos 12 meses até agosto, ligeiramente acima da alta do óleo de soja (27,52%). A categoria como um todo registrou taxa de 11,85%, mais que o dobro do IPCA geral.

A Abihpec se posicionou por meio de nota, afirmando que encerrou o ano passado com inflação setorial de 3,1%, 7 pontos porcentuais abaixo do IPCA. “Em 2021, não havia espaço para repassar preço, pois o consumidor seguia com sua despesa mensal crescente e comprometida. A atual situação é diferente, há um certo ‘respiro da renda’ com a deflação em alguns itens”, afirmou.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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