Lilly fatura quase o dobro da Novo Nordisk com GLP-1 no Brasil
Mounjaro supera receita de seus concorrentes
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Apesar das frequentes mudanças enfrentadas pelo mercado de GLP-1, especialmente no Brasil, a Eli Lilly parece viver o cenário que mais se assemelha a uma situação confortável na categoria.
Dados divulgados pela Close-Up International e repercutidos pela Bloomberg Línea revelaram que a farmacêutica americana arrecadou, apenas em janeiro de 2026, R$ 850 milhões com o Mounjaro.
O valor é quase duas vezes maior do que os R$ 453,2 milhões faturados pela Novo Nordisk, sua principal concorrente, com Ozempic, Wegovy e Rybelsus somados.
Em outubro de 2025, a equipe do UBS BB projetou que o medicamento movimentaria mais de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre. Mantido o ritmo atual de vendas, a meta tende a ser superada em pouco mais de um mês.
Eficácia dá vantagem à Eli Lilly
A preferência do público pelo medicamento à base de tirzepatida, em detrimento dos produzidos com semaglutida, é corroborada por dados como os publicados pelo New England Journal of Medicine, de maio de 2025, que constataram diferentes médias de perda de peso entre os fármacos.
De acordo com a pesquisa, pacientes em tratamento com a tirzepatida reduziram seu peso corporal em 20,2% após 72 semanas, contra 13,7% da semaglutida. Na prática, os números representam perdas de 22,8 kg e 15 kg, respectivamente.
Patentes podem movimentar mercado
Outro fator determinante para as dinâmicas do mercado de canetas emagrecedoras são as patentes. Com a expiração da proteção da semaglutida, em março deste ano, diversas farmacêuticas já iniciaram projetos para disputar uma fatia do segmento, ameaçando o marketshare da Novo Nordisk. A Eli Lilly, por sua vez, conta com o direito exclusivo de exploração da tirzepatida até 2032.