Santa Catarina receberá fábrica de medicamentos de R$ 9 bilhões
Unidade será instalada em Itajaí e priorizará o atendimento ao SUS
por Gabriel Noronha em
A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, deve receber uma fábrica especializada em medicamentos oncológicos. O projeto é fruto de uma parceria entre a farmacêutica local Amoveri, empresas da Índia, da China e universidades dos Estados Unidos. As informações são do portal ND+.
Apesar do anúncio realizado na última quarta-feira, dia 8, e da assinatura do acordo de transferência de tecnologia para o Brasil, a construção da planta ainda depende da aprovação do Conselho de Administração da Invest Itajaí.
De acordo com Níkolas Reis, diretor-presidente da entidade, o projeto está em fase avançada de estruturação, já tendo passado pelas “fases mais complexas”, como a identificação da oportunidade de negócio, a formalização da carta de intenção e a due diligence com as empresas envolvidas.
Agora, faltam apenas a ratificação do conselho, prevista para o dia 24 de abril, e algumas etapas de estruturação jurídica e econômica da parceria. Mesmo assim, a previsão é que a fábrica receba um investimento de R$ 9 bilhões e inicie suas operações ainda em 2026.
“A nossa ideia é criar um grande Polo de Saúde que envolve indústrias de produção de insumos e de medicamentos na área de oncologia, mas não só, em todas as áreas da farmácia. Então, nós estamos muito otimistas, muito satisfeitos, estamos dando grandes passos nessa direção”, afirma Reis.
Fábrica de medicamentos em Santa Catarina priorizará o SUS
A novidade terá como principal objetivo a produção de medicamentos oncológicos para o Brasil, especialmente para o SUS, mas também atuará como um ponto estratégico de fabricação e distribuição de fármacos para toda a América Latina.
“Santa Catarina vai ser referência para o país e também para o exterior. Estamos dando um passo importante para fortalecer a indústria farmacêutica no Estado, com produção de medicamentos mais acessíveis e que vão abastecer o SUS”, explica o deputado estadual Fabiano da Luz.
O empreendimento também ganha relevância diante de um cenário em que entre 90% e 95% dos insumos farmacêuticos ativos utilizados no Brasil são importados, o que mantém o país dependente do mercado externo.
Nesse contexto, a implantação do polo em Itajaí representa um movimento para reduzir essa dependência, fortalecer a cadeia produtiva e garantir maior segurança no abastecimento, inclusive em situações de instabilidade internacional ou interrupções nas cadeias globais.