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Mundo reforça luta contra o coronavírus, enquanto OMS investiga sua origem

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OMS – Do Peru à França, o mundo reforça as restrições para conter a propagação do coronavírus, cuja origem especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) tentam esclarecer na cidade chinesa de Wuhan, onde realizaram neste domingo (31) uma visita ao mercado considerado o marco zero da pandemia.

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Seguindo os passos de outros países, como Portugal, Alemanha e Canadá, a França endureceu as medidas e fechou à meia-noite as fronteiras com os países de fora da União Europeia (UE), exceto para viagens essenciais, e o Peru iniciou uma reclusão de duas semanas que afeta metade de seus 33 milhões de habitantes.

O aparecimento de novas cepas complicou o combate à covid-19 que, desde seu aparecimento, no final de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, causou 2,2 milhões de mortes de 102,5 milhões de contágios, especialmente na Europa e na América.

Para tentar elucidar a origem do vírus, especialistas da OMS visitaram nesta cidade o mercado de Huanan, onde eram vendidos animais selvagens e foi detectado o primeiro surto da doença há um ano. Desde janeiro de 2020, o local está fechado.

Esta visita é muito delicada para Pequim, acusada de ter reagido tarde aos primeiros casos. Os guardas só deixavam entrar os veículos da equipe da OMS, que não responderam às perguntas da imprensa, constatou a AFP.

Nos últimos dias, as autoridades chinesas reforçaram uma narrativa positiva sobre sua atuação, enquanto tentavam minimizar o alcance da missão da ONU. “Não se trata de uma investigação”, afirmou a chancelaria.

– Mais restrições –

Com os programas de vacinação em massa dando os primeiros passos e problemas de abastecimento, as impopulares restrições aos negócios, à circulação e às viagens continuam sendo das poucas opções que os governos têm na luta contra o vírus.

Na Áustria, cerca de 10.000 pessoas, entre elas neonazistas, protestaram neste domingo em Viena contra as restrições, enquanto centenas de pessoas se manifestaram em várias cidades brasileiras pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro por sua gestão da pandemia, que deixou mais de 224.0000 mortos no país.

Em Jerusalém, milhares de judeus ultraortodoxos ignoraram as regras de distanciamento social, ao comparecer aos funerais de dois rabinos. À noite, o governo israelense estendeu pela terceira vez o confinamento, uma medida que ficará em vigor até a próxima sexta-feira.

Além do fechamento de suas fronteiras às pessoas procedentes de fora da UE, a França fechará os grandes centros comerciais. E os portugueses estão proibidos de viajar ao exterior durante duas semanas, exceto em “casos especiais”.

No sábado, a Alemanha proibiu a entrada da maioria dos viajantes procedentes de países afetados pelas novas cepas, consideradas mais contagiosas. A decisão afeta Reino Unido, Irlanda, Portugal, Brasil, África do Sul, Lesoto e Esuatini.

Equipe da OMS visita mercado de Huanan

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A capital peruana, Lima, e outros sete departamentos (estados) cumprirão uma quarentena obrigatória até 14 de fevereiro, destinada a conter a segunda onda da pandemia e as autoridades fecharam, inclusive, a cidadela inca de Machu Picchu.

As nações que conseguiram controlar os surtos também estão preocupadas. O confinamento da cidade australiana de Perth foi decretado depois que um segurança de um hotel onde se alojam pessoas em quarentena testou positivo.

A China decidiu proibir temporariamente a entrada de estrangeiros procedentes do Canadá, depois que Ottawa, que suspendeu seus voos com o México e o Caribe, anunciou que os viajantes que entrarem em território canadense terão que fazer um exame PCR e se isolar em hotéis por no mínimo três dias.

Cuba, onde a partir de 6 de fevereiro os turistas que entrarem deverão se confinar por contra própria por pelo menos cinco dias em hotéis indicados pelas autoridades, superou pela primeira vez os mil contágios por dia.

E nos Estados Unidos, o país mais enlutado com quase 440.000 mortos, os Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças emitiram uma ordem generalizada exigindo o uso de máscaras no transporte público.

Protestos contra Bolsonaro

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Apesar de o número de infecções e mortes continuar alto, o surto na primeira economia do mundo parece estar diminuindo por maior respeito às normas de distanciamento, o fim das férias e o grande número de pessoas que já passaram pela doença em algumas regiões, segundo os especialistas.

– “Se não levarmos oxigênio, vai morrer” –

As campanhas de vacinação, lançadas em muitos países, tropeçam na escassez de provisões, que também provocou uma dura disputa diplomática entre a UE e o Reino Unido.

Ambos disputam a vacina desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca com a Universidade de Oxford, pois a empresa afirmou que não há doses suficientes devido a problemas de produção. A Alemanha ameaçou empreender ações legais se não for entregue o volume prometido.

Horas depois, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a AstraZeneca entregaria à UE 40 milhões de doses de sua vacina no primeiro trimestre, 30% a mais do que o previsto.

A empresa “começará as entregas uma semana antes do que o previsto” e “também estenderá sua capacidade de fabricação na Europa”, informou von der Leyen no Twitter.

Em outras regiões do mundo, as pessoas lutam para encontrar recursos-chave para a sobrevivência de seus familiares. “Se não levarmos oxigênio (minha mãe de 69 anos) vai morrer”, disse à AFP Yulisa Torres, enquanto aguardava, resignada, a recarga de um cilindro na cidade portuária de Callao, no Peru.

Fonte: MSN

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