Música ambiente pode fortalecer jornada de consumo nas farmácias
Ecad busca aproximação com varejo farmacêutico para aprimorar experiência do cliente e orientar sobre regularização dos direitos autorais
por César Ferro em
A presença de música ambiente no varejo farmacêutico deixou de ser apenas um recurso estético para se tornar um elemento estratégico de experiência no ponto de venda. Em meio a esse cenário, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) busca estreitar o relacionamento com redes e farmácias independentes, ressaltando a importância de aprimorar a jornada de consumo e de regularizar o pagamento de direitos autorais.
Estudos sobre hábitos de compra já demonstram que a trilha sonora influencia diretamente na decisão do cliente. Na farmácia, isso se traduz em maior tempo de permanência na loja, percepção mais positiva do ambiente e até incremento nas vendas.
Quando bem planejada, a música ajuda a construir identidade para o PDV, alinhando-se ao perfil do público e ao posicionamento da marca. Não se trata apenas de “preencher o silêncio”, mas de criar uma atmosfera que estimule conforto e confiança, fatores decisivos em um canal tão sensível quanto o de saúde.
Regularização do uso de música no PDV
“Todo estabelecimento que toca música publicamente precisa pagar direito autoral, conforme a Lei nº 9.610/98. É dessa forma que compositores e demais artistas são devidamente remunerados pelo uso das suas criações”, orienta Karina Guerreiro, gerente regional do Ecad no estado de São Paulo.
Um importante ponto de atenção para os gestores é a compreensão de que contratar ou utilizar serviços como rádio indoor, plataformas de streaming ou emissoras de rádio não elimina a necessidade de regularização. Na prática, a farmácia precisa de licença específica para utilizar músicas em seu ambiente, independentemente da origem da transmissão.
Para o cálculo do licenciamento junto ao Ecad, são consideradas algumas variáveis como a área sonorizada da loja e seu município. Redes com múltiplas unidades dispõem de condições diferenciadas. “Varejistas com mais de dez lojas ou com uma área sonorizada total superior a 4 mil m² podem centralizar o licenciamento na matriz, o que facilita a operação financeira e permite condições especiais de pagamento”, afirma Karina.
Além de mitigar riscos legais, o licenciamento permite que a farmácia utilize qualquer repertório de forma segura, sem restrições operacionais. “A música é essencial para a experiência do consumidor. Valorizar quem a cria é reconhecer a importância desse trabalho e contribuir para que ele continue existindo”, reforça.
Instituição atua para manter a música viva
Com 21 escritórios e 12 agências credenciadas, o Ecad é uma entidade privada sem fins lucrativos que atua na arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública de música no Brasil. Ele é o elo que conecta quem cria música aos espaços onde ela toca e emociona as pessoas. Em 2025, mais de 345 mil compositores e artistas foram beneficiados com rendimentos de direitos autorais por meio do Ecad. Esse impacto positivo na vida de tantas pessoas só é possível quando quem utiliza música compreende seu papel nessa cadeia e realiza a sua parte.