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Governo do PT ajudou crescimento de farmacêuticas nacionais

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Se a eleição presidencial fosse definida pelos financiamentos à indústria farmacêutica, os governos petistas já ganhariam em primeiro turno. Por meio de generosos recursos do BNDES, as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff responderam por 84% dos empréstimos ao setor nos últimos 25 anos.

Os dados foram coletados junto ao banco com exclusividade para o Panorama Farmacêutico, analisando financiamentos no período de 1995 a 2020 para as 13 principais farmacêuticas de capital nacional. Ao todo foram computados 484 financiamentos, que somaram R$ 4,1 bilhões. Os dois mandatos do governo Lula representaram 59% dos empréstimos, uma média de 36 por ano, contra 22 de Dilma e 7 de Fernando Henrique Cardoso.

Total de financiamentos por governo

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Foram 484 financiamentos

A Hypera Pharma encabeça o ranking em valores acumulados, com R$ 1,1 bilhão, sendo cerca de 1 bilhão decorrentes de emissões de debêntures, em 2010 e 2011, quando ainda atuava  como Hypermarcas. Na sequência aparece o Aché, que recebeu R$ 894 milhões – dos quais R$ 226 milhões (1/4 do total) foram obtidos em uma só operação – em 2017, no governo de Michel Temer. Os recursos foram usados para subsidiar a primeira fase da construção da fábrica no complexo de Suape, em Cabo de Santo Agostinho (PE).

O empréstimo mais recente foi concedido à Apsen em fevereiro de 2020, no governo de Jair Bolsonaro. O valor próximo a R$ 94 milhões foi destinado ao plano de investimentos em inovação até 2021 e representou mais da metade dos R$ 177 milhões que a farmacêutica recebeu do BNDES.

Valor de financiamento por farmacêuticas (em milhões de R$)

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As que mais tiveram financiamentos aprovados

A Eurofarma foi a indústria farmacêutica com maior número de pedidos de financiamento aprovados. Foram 119, sendo 27 na gestão de FHC, 11 com Dilma e 81 com Lula. Dos R$ 449 milhões em crédito, mais de R$ 150 milhões foram destinados aos parques fabris de Itapevi e Ribeirão Preto, entre os anos de 2005 e 2008.

A segunda e terceira colocadas, Cimed e Natulab, receberam 54 e 50 financiamentos, respectivamente, com valores de R$ 132 milhões e R$ 11 milhões. Completam as cinco primeiras posições a Prati-Donaduzzi (50 financiamentos/ R$ 181 milhões) e União Química (48 empréstimos, dos quais 36 nos governos petistas, totalizando R$ 50 milhões).

Número de financiamento por farmacêuticas

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Motivos de financiamentos

Fontes ouvidas pela redação do Panorama Farmacêutico atribuíram esse contexto especialmente a dois governos. A gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) plantou o terreno para o crescimento do setor farmacêutico nacional, com medidas como a Lei da Propriedade Industrial, a criação da Anvisa e, em especial, a implementação dos medicamentos genéricos.

Essas decisões exigiram das farmacêuticas brasileiras uma completa revitalização dos seus parques industriais. Esse era um caminho obrigatório para adaptar a produção aos padrões de bioequivalência e bioimpedância requeridos pelos genéricos, além de enfrentar a concorrência das multinacionais – que detinham 60% do mercado até o início dos anos 2000.

Com as bases formadas no governo anterior, Lula (2003-2010) colocou em prática uma política de Estado que tinha como meta formar empresas supernacionais. Elas deveriam ser capazes de competir globalmente com apoio dos recursos do BNDES, por meio de programas de incentivo como o Profarma (Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica), instituído em 2004. A Farmácia Popular, que nasceu em 2004, também foi usada para fomentar a produção de medicamentos.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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