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“Povo do mau agouro”, diz Queiroga a repórter da GloboNews

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Queiroga rebateu a fala de um comentarista do canal, que o chamou de ‘Queirodes’ . O apelido é uma referência ao personagem bíblico Herodes , rei tirano que mandou matar bebês em Belém -atual Palestina.

Veja também: Covid: Rio iniciará a vacinação infantil em 17 de janeiro

O apelido também foi feito por opositores do governo. A referência veio na esteira do imbróglio envolvendo a vacinação de crianças contra a covid-19. A pasta demorou 3 semanas para liberar a faixa etária de 5 a 11 anos para a imunização desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a vacina para o grupo.

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Durante o evento desta 3ª feira, Queiroga também fez referência às críticas. ‘Vieram à tona outros personagens bíblicos [Herodes]. Eu prefiro lembrar de José’, disse.

‘José levou Maria a Belém para que ela tivesse seu filho em segurança. E é esse o compromisso do governo Jair Messias Bolsonaro. Compromisso com a segurança da mãe e das nossas crianças que são o futuro do nosso Brasil’, declarou.

O ministro da Saúde também repetiu trecho bíblico – ‘Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’ – dito várias vezes pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

A cerimônia da qual participava o ministro foi realizada para lançar o programa ‘Cuida Mais Brasil’ da Secretaria de Atenção Primária à Saúde. O ministério investirá R$ 194 milhões para aumentar o número de pediatras e obstetras na atenção primária pública.

Hoje há 11.000 desses especialistas no Brasil, segundo a pasta. O governo quer subir o número para 15.000. A portaria criando o programa será divulgada na próxima 3ª feira (11.jan), segundo a pasta.

O novo programa voltado para atendimento de mães e crianças foi divulgado no dia seguinte do ministério liberar a faixa etária de 5 a 11 anos para a vacinação contra a covid-19. O ministério havia sido criticado pela demora para incluir o grupo.

Queiroga também falou nesta 5ª feira sobre riscos da vacinação contra a covid-19, mas defendeu o imunizante. ‘Um dos momentos mais difíceis nesse período que estou no Ministério da Saúde foi quando perdemos uma gestante em função de ‘eventos adversos da vacina”, disse.

O ministro se referiu à morte de uma gestante em maio por acidente vascular cerebral hemorrágico. A Anvisa investigou o caso como suspeita de evento adverso grave ligado à vacina contra a covid-19 da AstraZeneca. A agência suspendeu o uso do imunizante da farmacêutica em grávidas depois do caso. Gestantes só podem tomar vacinas da Pfizer ou da CoronaVac.

‘Embora a vacina seja extraordinária, eventos adversos podem acontecer’, disse Queiroga nesta 5ª.

O Poder360 preparou um especial sobre reações adversas às vacinas contra a covid-19 . Como mostra o texto, não há dúvida razoável na comunidade científica sobre o custo-benefício favorável à vacinação.

Os efeitos adversos que merecem atenção, como miocardite e trombose, se mostraram muitíssimo mais frequentes em quem desenvolve a covid-19 do que nos vacinados.

Fonte: Poder 360

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