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Presidente Jair Bolsonaro e ministro Marcos Pontes lançam pedra fundamental de Centro de Vacinas em BH

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Em mais uma etapa de entregas pelo país na celebração pelos 1000 dias de Governo, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, realizaram nesta quinta-feira (30), em Belo Horizonte (MG), o lançamento da Pedra Fundamental do Centro Nacional de Vacinas MCTI-UFMG. Durante a cerimônia, o presidente também sancionou o PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional) para as obras do metrô de Belo Horizonte.

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‘Essa parceria com o governo de Minas e com a UFMG vai permitir ao Brasil ser independente com relação à produção completa de vacinas a partir do ano que vem. Isso é soberania’, afirmou o ministro Marcos Pontes. Ele explicou que o Centro de Vacinas será capaz de produzir a tecnologia, o insumo farmacêutico e a distribuição do imunizante. ‘Isso talvez seja uma das maiores entregas desse governo porque significa impacto para milhões de pessoas no futuro’.

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O ministro destacou que o setor de ciência e tecnologia teve grandes avanços durante sua gestão à frente do MCTI. ‘Temos resolvido problemas de décadas em pouco mais de dois anos e meio de governo Bolsonaro.’ Segundo Pontes, um desses problemas é que o Brasil nunca foi capaz de fazer completamente suas próprias vacinas. ‘Com esse centro, o Brasil vai ser capaz de trazer as tecnologias nacionais de outros centros de pesquisa e congregar isso com a indústria’.

Na solenidade, o presidente Jair Bolsonaro reforçou que, nesta semana, vários ministros viajaram pelo Brasil fazendo a entrega de obras importantes em diferentes estados. ‘Ao longo desses 1000 dias, enfrentamos 600 dias de pandemia. Mas mesmo com menos recursos, temos apresentado mais trabalho. São 1000 dias de muitas realizações.’

CNVAC MCTI-UFMG

O Centro Nacional de Vacinas MCTI-UFMG dominará todas as etapas do desenvolvimento desses produtos, incluindo as pesquisas, testes com pacientes até a criação de protótipos. O centro contará com R$ 50 milhões, oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O recurso viabilizará a construção e a aquisição dos equipamentos da infraestrutura que servirá de hub para o desenvolvimento de projetos de inovação nas áreas de vacinas, de kits diagnósticos e de fármacos, com foco na transferência tecnológica para empresas e instituições que atuem no mercado de saúde.

Outra estratégia é que o CNVAC MCTI-UFMG atue também como uma plataforma para o surgimento de spin-offs que desejem comercializar os produtos desenvolvidos pelo Centro. Além disso, o centro desprenderá esforços para apoiar grupos de pesquisa, instituições e empresas por meio da capacitação de profissionais e prestação de serviços.

A parceria prevê, além do investimento de cerca de R$ 50 milhões pelo Governo Federal por meio do MCTI, R$ 30 milhões pelo Governo de Minas Gerais para a criação desse polo nacional, que ampliará as capacidades de desenvolvimento de vacinas nacionais. A ideia é que o centro de vacinas possa se sustentar a longo prazo por meio de parcerias com a iniciativa privada e com o ecossistema que existe no parque tecnológico.

Testes para detecção da Covid-19 100% brasileiro

O ministro Marcos Pontes também anunciou em Belo Horizonte (MG) a entrega do primeiro lote de teste para detecção da Covid-19, 100% brasileiro, baseado no método conhecido como Elisa. O kit sorológico apoiado pela RedeVírus MCTI foi finalizado em agosto e protocolado na Anvisa. O objetivo do projeto é ampliar a capacidade de diagnóstico do coronavírus no país.

‘Agora o Brasil produz também testes diagnósticos para detectar Covid-19, desenvolvido aqui em Minas Gerais’, ressaltou Marcos Pontes. O kit, além do aporte financeiro principal do MCTI, tem também financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCT-V) e foi integralmente desenvolvido pelo CT-Vacinas.

Em agosto de 2021, o projeto de pesquisa e o lote piloto do kit sorológico IgG para Covid-19, teste para detecção de anticorpos do coronavírus, foi finalizado e protocolado na Anvisa. O escalonamento e produção está sendo realizada por Biomanguinhos/Fiocruz/Ministério da Saúde.

MCTI Futuro prevê capacitação de 40 mil pessoas

Outra entrega importante feita em Belo Horizonte (MG) pelo ministro Marcos Pontes foi o programa MCTI Futuro. A iniciativa tem o objetivo de capacitar 40 mil pessoas e apoiar ações para o desenvolvimento da transformação digital aplicadas ao ensino básico, médio, técnico e superior, e em pós-graduação, residência tecnológica e qualificação profissional.

‘Precisados produzir empregos no país para sair dessa pandemia e ir bem na economia. Temos 400 mil vagas abertas no setor de tecnologia de informação e comunicação e gente precisando de emprego. A gente fecha esse ciclo através de formação’, apontou Marcos Pontes.

O programa MCTI Futuro ainda tem o foco em incentivar pesquisas e estudos nas áreas da computação em nuvem, big data, inteligência analítica, mídias sociais, cybersegurança, internet das coisas, comunicações avançadas, fotônica, manufatura avançada, design de circuitos integrados, robótica e inteligência artificial.

O projeto é coordenado pela Secretaria de Empreendedorismo e Inovação (SEMPI/MCTI) e poderá contar com parcerias com o setor privado. O investimento previsto no programa de 40 mil vagas de capacitação na área de Inteligência Artificial em 12 estados será de R$ 190 milhões.

Metrô em BH

Durante a solenidade na capital de Minas, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei que libera R$ 2,8 bilhões para serem investidos no metrô de Belo Horizonte. Outros R$ 428 milhões serão investidos pelo governo do Estado. A previsão é que o edital de concessão do metrô seja lançado no começo de 2022.

A solenidade em Belo Horizonte contou também com entregas de outros ministérios do Governo Federal e a participação do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, do ministro da Cidadania, João Roma, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e de outras autoridades.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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