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Quatro estados e o DF relatam falta de antibióticos

Antibióticos usados para combater doenças respiratórias – inclusive nas crianças – estão em falta em pelo menos quatro estados e no Distrito Federal. O Jornal Hoje mostrou o risco dos hospitais ficarem sem o medicamento.

No DF, em várias farmácias estão faltando antibióticos de uso adulto e pediátrico como amoxilina e azitromicina. Os fabricantes disseram que faltam os insumos para produção.

Segundo a Abrafarma, a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias, quase 95% dos medicamentos no país dependem de matéria-prima que vem principalmente da China, que teve as exportações afetadas porque está mais uma vez em lockdown para conter uma nova onda de casos de Covid.

‘Primeiro, o insumo, que vem de fora, que está difícil de comprar, está difícil chegar no Brasil. Segundo, a gente tem um efeito dominó aí de produtos que estavam faltando e que a indústria teve que dedicar a produção pra esses medicamentos. Então, uma vez que você dedica a linha de produção para determinados produtos, outros produtos deixam de ser produzidos’, explica Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

‘Primeiro, o insumo, que vem de fora, que está difícil de comprar, está difícil chegar no Brasil. Segundo, a gente tem um efeito dominó aí de produtos que estavam faltando e que a indústria teve que dedicar a produção pra esses medicamentos. Então, uma vez que você dedica a linha de produção para determinados produtos, outros produtos deixam de ser produzidos’, explica Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Além do Distrito Federal, outros quatro estados relatam falta de antibióticos. No Tocantins, o problema já dura dois meses. Em Sergipe, estão faltando amoxicilina e clavulanato. O mesmo problema do hospital infantil e maternidade Alzir Bernardino Alves do Espírito Santo. E em Belo Horizonte, há desabastecimento de cinco antibióticos pediátricos oferecidos pelo SUS.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que trabalha para manter a rede de saúde abastecida com todos os medicamentos ofertados pelo SUS. E que verifica junto a Anvisa, conselhos municipais e estaduais e representantes das indústrias farmacêuticas para verificar as causas e articular ações emergenciais para reduzir o desabastecimento dos medicamentos.

Renato Kfouri, o presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que, muitas vezes diante dessa situação, o médico acaba indicando outro remédio para o paciente e o risco é que essa troca pode tornar a bactéria resistente ao remédio.

‘É óbvio que quem está frente a um quadro infeccioso e precisa de um antibiótico vai fazer uso de um antibiótico alternativo. E esse antibiótico obviamente não necessariamente será o ideal para combater aquela infecção, quer seja por efeitos colaterais, quer seja, muitas vezes, por efeitos mais potentes do que ela necessitaria. Não é o ideal, trata-se normalmente esses pacientes com terapias alternativas, mas longe de ser o ideal, especialmente pra situações onde se exige antibióticos específicos, cuja sensibilidade da bactéria é própria para esses antibióticos que estão em falta’, diz.

‘É óbvio que quem está frente a um quadro infeccioso e precisa de um antibiótico vai fazer uso de um antibiótico alternativo. E esse antibiótico obviamente não necessariamente será o ideal para combater aquela infecção, quer seja por efeitos colaterais, quer seja, muitas vezes, por efeitos mais potentes do que ela necessitaria. Não é o ideal, trata-se normalmente esses pacientes com terapias alternativas, mas longe de ser o ideal, especialmente pra situações onde se exige antibióticos específicos, cuja sensibilidade da bactéria é própria para esses antibióticos que estão em falta’, diz.

Fonte: G1.Globo

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/falta-de-antibioticos-em-farmacias-ja-dura-tres-meses-e-preocupa-familias/

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