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Rede pública está sem medicamentos para obesidade

medicamentos para obesidade

O Brasil não tem remédios contra a varíola dos macacos, mas quem disse que a realidade é diferente no tratamento de doenças mais prevalentes no país? Segundo informações da Folha de S.Paulo, o SUS não tem disponibilidade de medicamentos para obesidade, mesmo com produtos já aprovados pela Anvisa – como sibutramina, orlistate e liraglutida 3 mg.

Os medicamentos para obesidade são prescritos para casos mais graves que podem ocasionar doenças associadas ou demandar, no futuro, cirurgia bariátrica. A obesidade é calculada por meio do IMC (Índice de Massa Corporal), que consiste na divisão do peso pela altura ao quadrado. Quando o valor fica acima de 30, o indivíduo é considerado obeso. Atualmente, estima-se que 22% de brasileiros adultos tenham essa condição.

Uma estimativa indica que em 2030 o país terá 30% da sua população adulta vivendo com a condição. A situação também pode afetar principalmente a população mais pobre que depende mais da saúde pública para utilizar os medicamentos para obesidade em caso de indicação médica.

Conitec avaliou os medicamentos para obesidade

Para que um remédio seja adicionado ao sistema público de saúde, ele precisa passar antes por uma avaliação na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

A comissão analisa diversos aspectos, como as evidências científicas de eficácia e os custos que a incorporação pode representar. Para a sibutramina, por exemplo, o órgão afirmou, em relatório de 2020, que “as evidências trazidas não foram suficientes”.

A Conitec alegou que foi desfavorável à incorporação da sibutramina para casos de obesidade “por considerar existirem incertezas quanto ao benefício atribuído ao medicamento e tendência de recuperação do peso perdido ao longo do tempo”. A comissão também citou os eventos adversos que podem acontecer com o uso do remédio e o impacto orçamentário que ele teria.

Justificativa semelhante foi dada para o orlistate, que também não obteve recomendação para ser incorporado ao SUS. A comissão destacou que ainda não avaliou a liraglutida porque não houve pedidos para análise até o momento.

Enquanto isso, a obesidade convive com sérias barreiras para adesão ao tratamento, criando uma autêntica bomba-relógio na saúde brasileira.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

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