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79% dos brasileiros com mais de 16 anos admitem terem tomado medicamentos sem prescrição médica

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A pesquisa online não pode substituir o acompanhamento do especialista e a prescrição médica.

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A automedicação é um velho hábito dos brasileiros para contornar de forma arriscada alguma enfermidade. Essa prática é incentivada por amigos e familiares que ignoram a segurança promovida pela prescrição médica e indicam um medicamento sem ter noção dos riscos ao organismo da pessoa, com a possibilidade de causar danos momentâneos ou até irreparáveis à saúde.

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Segundo uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos admitem já terem tomado medicamentos sem prescrição médica. Com o avanço da internet e fácil acesso a ferramentas de buscas on-line, seja pelo computador ou celular, a automedicação virou também um problema digital.

Vários sites e blogs não oficiais publicam informações sobre diversos tipos de medicamentos induzindo as pessoas a seguirem suas orientações em poucos cliques. Praticidade que pode ter sérios efeitos colaterais, principalmente na era das fake news.

A coordenadora do curso de Farmácia da Facimp Wyden, Talita Pinho, dá detalhes sobre os perigos gerados pela automedicação virtual. ‘As pessoas têm procurado cada vez mais esses meios por conta da facilidade de acesso e, por meio das buscas pela internet, correm atrás de informações sobre diagnóstico e tratamento, o que leva a compra do remédio sem uma avaliação clínica e laboratorial com um profissional qualificado. Essa prática é muito perigosa e pode acarretar muitos problemas’.

Talita comenta que o uso equivocado dos medicamentos pode induzir a reações adversas e indesejadas, com o risco de desenvolvimento de novos problemas como intoxicações, interações medicamentosas, agravamento da doença e até a morte. Por isso a importância de combater esse tipo de prática.

A profissional explica qual o caminho ideal, caso os sintomas de uma doença apareçam. ‘É recomendado procurar um profissional especialista na área para ter o diagnóstico correto e concreto, passando o tratamento de forma segura e que possa controlar e, até mesmo, curar a doença’, completa.

Fonte: Portal do Guigui

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