XP retoma cobertura das ações da Pague Menos
Corretora de investimentos vê espaço para novos ganhos de produtividade
por César Ferro em
Os analistas da XP voltaram a colocar as ações da Pague Menos em seu radar. A mudança ocorreu após a rede de farmácias levantar aproximadamente R$ 459 milhões em um follow-on realizado em março. As informações são do NeoFeed.
Em relatório enviado a clientes, a corretora retomou a cobertura da varejista com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 8,50. O valor representa um potencial de valorização (upside) de 48,6% em relação ao fechamento da última quarta-feira, dia 22, quando o papel encerrou a R$ 5,75.
“No geral, vemos a Pague Menos como uma história de autoajuda, com tendências estruturais sólidas e momentum de resultados”, afirmam os analistas Danniela Eiger, Laryssa Sumer e Pedro Caravina.
Pague Menos deve seguir capturando ganhos de produtividade e operacionais
Os especialistas também destacam que a Pague Menos deve continuar capturando ganhos de produtividade e operacionais, além de maturar suas lojas. A avaliação se apoia nos resultados do quarto trimestre de 2025, quando a venda mensal por unidade foi de aproximadamente R$ 860 mil – cerca de 25% abaixo da líder do setor. A projeção é que esse indicador alcance R$ 965 mil até o fim de 2026.
Precificação competitiva e GLP-1 são trunfos
Outro ponto forte, na visão da corretora, é a estratégia de precificação. “Nosso mais recente XP Drugstore Radar comprova exatamente isso, com a Pague Menos se destacando como a mais competitiva em medicamentos com receita, isentos de prescrição e cuidados de saúde, mesmo quando comparada a marketplaces, na maioria das categorias”, afirmam.
A alta demanda pelos agonistas de GLP-1 também deve continuar beneficiando a operação, mesmo diante de problemas de abastecimento registrados em janeiro. “Esses são efeitos temporários, que não devem comprometer o potencial futuro”, completa.
Corretora espera trimestre com vendas em alta
Além do relatório, a XP divulgou suas projeções para o balanço da Pague Menos referente ao primeiro trimestre de 2026. A corretora estima crescimento de 15% nas vendas brutas, impulsionado pela demanda resiliente por “canetas emagrecedoras”, além da expansão e maturação da base de lojas.
Também é esperado um avanço de 40 pontos-base no Ebitda em relação ao mesmo período do ano anterior, além de um ganho de 10 pontos-base na margem bruta. O lucro líquido deve mais que dobrar, chegando a R$ 25 milhões.
Até o fim do ano, a companhia projeta crescimento de 14% nas vendas brutas e 11% nas em mesma loja. A expansão de unidades deve seguir em ritmo controlado.