O mercado de medicamentos agonistas de GLP-01 ganhou um novo capítulo com a aprovação da semaglutida da EMS, o Ozivy. O anúncio aconteceu no último dia 26 de maio e agora a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, definiu o preço máximo de venda da caneta.
O teto fixado é o mesmo do Ozempic — R$ 803,44 sem o imposto, porém, a EMS anunciou que pretende tem um preço 30% menor do que o concorrente, além de um programa com condições especiais no início do tratamento, conforme noticiado pelo Panorama Farmacêutico.
A definição do preço máximo é etapa obrigatória para que o medicamento chegue às farmácias. Anvisa entendeu que a EMS pode cobrar preço máximo igual ao da caneta estrangeira. A farmacêutica informou que ainda esta semana anuncia valor de mercado e data de venda. As informações são do G1.
Imposto varia entre os estados
Ainda segundo o G1, o imposto varia entre os estados, o valor final muda conforme a região: em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37; em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, que a EMS também vai trazer ao mercado, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.
Contudo, o teto regulatório não determina quanto o medicamento vai custar nas farmácias. Essa é uma decisão comercial da empresa.
Atualmente, as canetas de menor dosagem do Ozempic são encontradas por cerca de R$ 900. Com isso, a expectativa é de uma caneta com preços próximos de R$ 630.
A Novo Nordisk, que era a detentora da patente, já vem sinalizando mudanças na política de preços, oferecendo de entrada gratuitamente na compra de duas unidades, por exemplo.
