Um dia depois da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) estabelecer o teto máximo de preço do Ozivy em R$ 803,44 (sem impostos), a EMS anuncia um valor agressivo para a entrada do medicamento no mercado: a partir de R$ 452, com condição especial de R$ 287 mensais dentro do Programa Vida + Leve, programa de adesão de três meses. Após esse período, o valor passa a R$ 498 por caneta, ainda dentro do programa.
A caneta de semaglutida da EMS começa a ser vendida a partir de 15 de junho e é autorizada apenas para o tratamento do diabetes, conforme noticiou o Panorama Farmacêutico.
Ciclo de abastecimento
Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS disponibilizará mais de 500 mil canetas ao mercado, com distribuição inicial nas principais redes farmacêuticas do país e expansão progressiva para todo o território nacional.
O Ozivy é produzido na planta de Hortolândia, no interior de São Paulo. Segundo a EMS, a fábrica tem capacidade para produzir até 40 milhões de canetas por ano. A farmacêutica investiu mais de R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento e infraestrutura em sua plataforma de peptídeos.
Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS afirmou, em coletiva de imprensa, que, em um horizonte de 12 meses, a empresa acredita que o Ozivy possa se tornar seu medicamento de maior receita, respondendo por 4% a 5% do faturamento da empresa, com meta de alcançar a liderança da categoria em cerca de dois anos.
Segundo Sanchez, a farmacêutica já protocolou a tirzepatida junto ao Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos, e prevê submeter o pedido no Brasil nos próximos meses, mirando o avanço em um dos segmentos mais promissores do mercado farmacêutico global. Lembrando que a patente da tirzepatida expira em 2032.
