O novo consumidor das farmácias difere significativamente do perfil que os gestores se acostumaram a atender. Mais informado e hiperconectado, ele não busca apenas o produto. É preciso provar que aquela loja é a melhor opção para se relacionar nesta e nas próximas interações.
Esse shopper prioriza as melhores condições e experiências no momento da compra, mantendo uma fidelidade muito mais tênue com marcas específicas. Nesse novo cenário, como conquistar essa venda? “As farmácias devem adotar estratégias de conquista constantes. Para garantir a conversão, é preciso ter atenção total às demandas de cada contato”, explica Victor Paula, product owner da Procfit.
Novo consumidor exige jornada omnichannel
Para atender a esse perfil, uma palavra tornou-se obrigatória no dicionário do varejo – omnicanalidade. Para esse consumidor, a barreira entre o mundo físico e o digital deixou de existir. “É cada vez mais comum que ele compre pelo celular para retirar na unidade ou solicite entrega rápida no trabalho. Tudo depende da necessidade específica envolvida em cada interação”, analisa.
Sendo assim, o varejo precisa estar preparado para suprir as demandas do cliente por meio de canais diversificados, como loja física, aplicativos, e-commerce e plataformas de mensagens instantâneas, adaptando-se aos três pontos que o shopper busca atualmente:
- Conforto
- Velocidade
- Preço
Hiperpersonalização traz comodidade e desconto assertivo
A hiperpersonalização desponta como uma das principais estratégias para lidar com esse novo perfil. Utilizando dados como histórico de compras, idade, sexo e região, as farmácias podem direcionar promoções específicas e uma comunicação sob medida.
Além de oferecer descontos em produtos realmente relevantes, é possível fortalecer o valor da marca no imaginário do cliente. Um exemplo são as notificações via push. Com a alta penetração dos smartphones, a farmácia envia alertas lembrando o consumidor da necessidade de repor medicamentos de uso contínuo. “Trata-se de uma estratégia perfeitamente aplicável ao público 60+. Todas as gerações já estão digitalizadas”, completa.
Para usufruir dessas funcionalidades, é necessário desenvolver tecnologias proprietárias, como aplicativos exclusivos. Segundo o executivo, ao atrair o consumidor para o próprio ecossistema, o varejista coleta dados mais precisos sobre seus hábitos de consumo e cria um relacionamento mais próximo.
Dinamizar o pagamento impacta na velocidade da jornada
Se o conforto e a precificação são impactados positivamente pela hiperpersonalização, o Pós-Venda Inteligente (Smart POS) traz agilidade à jornada. Além de atuar como suporte nas operações de delivery, o dispositivo funciona como ‘caixa móvel’ dentro das lojas físicas, possibilitando o serviço de ‘fura-fila’ em momentos de alta demanda.
“Adotando o foco nesses três pilares, pode-se aproximar cada vez mais do novo consumidor. Mas se um erro na próxima interação pode afastá-lo, acertos em sequência tendem a ampliar esse vínculo”, finaliza.
