Marketplaces devem movimentar R$ 11,66 trilhões até 2035
Plataformas ganham força ao combinar conveniência, segurança e autonomia para o consumidor
por Gabriel Noronha em
Um estudo divulgado pela Next Move Strategy Consulting estimou que o mercado global de marketplaces digitais deve atingir US$ 2,29 trilhões (R$ 11,66 trilhões) até 2035, com um crescimento anual composto (CAGR) de 11,49% a partir de 2026. As informações são do portal Terra.
A projeção aponta o avanço de APIs de pagamento, algoritmos de inteligência artificial (IA) e a crescente demanda dos consumidores por conveniência, segurança e autonomia como os principais impulsionadores do segmento. Esses mesmos fatores também são destacados por relatórios da International Trade Administration (ITA).
O movimento representa a entrada do setor em uma nova fase de maturidade, concentrada em áreas mais complexas, após anos de desenvolvimento da digitalização no varejo de produtos físicos e bens de consumo.
“Quando acompanhamos as projeções globais de crescimento dos marketplaces e o foco que a ITA aponta na segurança de dados, fica claro que o cliente moderno não aceita mais as fricções dos modelos de negócios offline”, afirma Camila Fidélis, fundadora da Beawst.
“O valor das plataformas hoje não está apenas em listar opções, mas em traduzir burocracias complexas e moedas diferentes em uma interface fluida, transparente e segura”, complementa.
Marketplaces ganham espaço e geram debate no canal farma
A importância dos marketplaces no canal farma tem apresentado crescimento constante, atraindo olhares não apenas das redes de farmácias, mas também de grandes players do varejo em geral.
Um levantamento divulgado pela Neotrust e repercutido pelo Panorama Farmacêutico, por exemplo, constatou que apenas as vendas de canetas emagrecedoras superaram a marca de R$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026, configurando um avanço de 469,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Com isso, empresas como Magalu, Amazon e Mercado Livre tem estudado e preparado iniciativas relacionadas ao setor, instigando debates quanto às normas que regem a prática.