Receita da Blau cresce 10% e atinge R$ 922 milhões
Investimentos sustentam expansão e novos projetos
por Gabriel Noronha em
A Blau Farmacêutica encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita líquida de R$ 922 milhões, avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
A companhia também registrou expansão das margens e aumento da geração de caixa, impulsionados por ganhos de eficiência operacional e melhoria no mix de vendas.
O lucro bruto atingiu R$ 392 milhões, avançando 17% na comparação anual, enquanto a margem bruta avançou 2,4 pontos percentuais, chegando a 42,6%. Já a geração de caixa operacional somou R$ 212 milhões, valor 2,4 vezes superior ao registrado no primeiro semestre de 2025.
Receita da Blau representa eficiência operacional
O EBITDA recorrente alcançou R$ 230 milhões, alta de 12%, com margem de 24,9%, enquanto o lucro líquido recorrente foi de R$ 107 milhões. Segundo a companhia, o resultado foi impactado pela variação cambial e, desconsiderando esse efeito, o indicador teria avançado 18% em relação ao ano anterior.
“Os resultados do primeiro semestre mostram uma Blau mais eficiente e preparada para capturar as oportunidades que construímos nos últimos anos”, afirma o CEO Marcelo Hahn.
No segundo trimestre, a receita cresceu 5% na comparação anual, refletindo a sazonalidade das entregas ao setor público. Apesar disso, a companhia ampliou a rentabilidade, com margem bruta de 43,6% e margem EBITDA recorrente de 25,9%. O lucro líquido recorrente do período foi de R$ 71 milhões.
Outro destaque foi a geração de caixa operacional no período, que alcançou R$ 186 milhões, quase seis vezes acima do registrado um ano antes. O desempenho contribuiu para a melhora da posição financeira da companhia, cuja dívida líquida passou de R$ 15 milhões negativos no primeiro trimestre para R$ 64 milhões negativos ao final de junho.
Expansão e novos investimentos
A Blau informou que mantém a estratégia de expansão apoiada em investimentos realizados nos últimos três anos. Nesse período, a companhia destinou aproximadamente R$ 1 bilhão à ampliação da capacidade produtiva, ao desenvolvimento de novos medicamentos e à expansão internacional. Entre os projetos prioritários estão o avanço do pipeline de biossimilares e o desenvolvimento de quatro anticorpos monoclonais.