Geolab chega aos 27 anos mirando um novo ciclo de crescimento
Indústria farmacêutica amplia portfólio, capacidade produtiva e atuação comercial enquanto prepara novidades na área de prescrição
por Adriana Bruno em
Aos 27 anos, a Geolab entra em uma nova fase de expansão apoiada em uma trajetória marcada pela ampliação da capacidade produtiva, diversificação do portfólio e fortalecimento da presença comercial. Fundada em 1999, a indústria farmacêutica brasileira mantém atuação nacional e presença em diferentes classes terapêuticas.
A evolução também aparece nos indicadores de mercado. Segundo dados da IQVIA, a companhia passou de uma participação praticamente inexistente para superar 8% das unidades comercializadas no mercado em que atua. O avanço foi acompanhado pela expansão do parque fabril, do portfólio e fortalecimento da relação com distribuidores regionais, grandes redes e farmácias independentes.
“Construímos essa trajetória com muito trabalho, investimento e proximidade com os nossos parceiros. Hoje temos uma presença nacional importante e uma operação que nos permite olhar para diferentes oportunidades do mercado. O próximo passo é continuar aumentando essa presença de forma estruturada”, destaca Guilherme Guimarães, diretor comercial & marketing da Geolab. De acordo com ele, hoje, a empresa atingiu marca histórica de faturamento de mais de R$ 1,3 bilhão anual.

Capacidade industrial e portfólio
A expansão comercial acompanha o avanço da estrutura industrial. A Geolab mantém duas plantas no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), em Goiás, e vem expandindo sua capacidade para atender ao crescimento do portfólio. A segunda unidade recebeu investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões e ampliou em seis vezes a capacidade produtiva de colírios.
O portfólio reúne medicamentos nas formas sólidas, líquidas, pós efervescentes e colírios, com atuação em classes como analgésicos, expectorantes, anti-helmínticos, antipsicóticos e medicamentos para tratamento do glaucoma. A companhia também possui autorização para trabalhar com medicamentos sujeitos à Portaria 344, destacando sua presença em oftalmologia e tratamentos especializados.
“Temos um portfólio bastante diversificado e uma estrutura preparada para crescer. A ideia é ampliar as linhas atuais, desenvolver novos produtos e também avançar em segmentos nos quais ainda existe espaço para a indústria nacional”, explica Guilherme.
Inteligência comercial e inovação
A transformação da Geolab também passa pela estratégia comercial. A empresa vem reforçando a inteligência de mercado, revisando processos e buscando uma atuação mais próxima das necessidades do varejo, dos distribuidores e dos consumidores.
“Precisamos estar cada vez mais conectados ao que acontece no ponto de venda. Queremos entender as necessidades de cada parceiro, trabalhar com inteligência e construir relações de longo prazo. É dessa forma que indústria, distribuição e varejo podem crescer juntos”, pontua o executivo.
No campo da pesquisa e desenvolvimento, a companhia mantém investimentos anuais entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões, o que representa 8% do faturamento anual. A estratégia contempla novas tecnologias, dispositivos aplicados a produtos estratégicos e desenvolvimento de soluções voltadas a diferentes necessidades terapêuticas.
A farmacêutica também busca amplificar a atuação no mercado de prescrição, reduzindo a dependência de um modelo concentrado em produtos de grande volume e explorando oportunidades em segmentos nos quais o Brasil ainda apresenta dependência de importações.
Próximos dez anos
Para os próximos anos, uma das metas é entrar no grupo das dez indústrias com maior volume de unidades comercializadas no Brasil. Para isso, a companhia prevê crescer a capacidade produtiva, fortalecer o portfólio, investir em inovação e desenvolver uma nova unidade de negócios voltada ao mercado de prescrição.
A Geolab trabalha ainda com a ambição de dobrar de tamanho a cada cinco anos. Nesse horizonte, a companhia projeta potencial para quadruplicar o faturamento em dez anos, apoiada em expansão industrial, pesquisa e desenvolvimento, parcerias internacionais, novos produtos e fortalecimento da presença comercial.
“Quando olhamos para os próximos dez anos, pensamos em crescimento consistente. Queremos continuar investindo em capacidade produtiva, inovação, pessoas e relacionamento com o mercado. A ambição é crescer, mas crescer com uma estrutura cada vez mais preparada para atender nossos parceiros e ampliar o acesso aos medicamentos”, finaliza.