Transição deve elevar custos, mas soluções surgem como resposta para manter crescimento
A transição da escala 6×1 para a 5×2 tende a colocar o gestor de farmácia diante de uma equação delicada. O desafio será manter – e, idealmente, melhorar – a qualidade do atendimento com uma equipe mais enxuta ou com custos maiores.
Para Thaiane Abreu, diretora comercial e de produtos da Procfit, a tecnologia pode funcionar como um braço operacional da loja nesse cenário. “Uma boa seleção de ferramentas e dispositivos pode reduzir gargalos que essa nova realidade deve causar”, afirma.
Escala 5×2 deve elevar custo da mão de obra
Boa parte das farmácias abre sete dias por semana. Para manter a loja guarnecida de profissionais, a escala mais comum é a de seis dias trabalhados para uma folga semanal. Com o possível fim desse formato trabalhista, o mercado vem demonstrando preocupação quanto ao possível – e provável – aumento dos gastos para manter a loja em funcionamento.
“O que a gente vem ouvindo dos clientes é um temor quanto à elevação de custos com a equipe. Esse sempre foi um ponto delicado na operação de pequenas e médias farmácias e tende a se intensificar nessa nova realidade”, relata.
Por isso, para absorver a demanda atual e seu eventual crescimento, o gestor terá que ampliar a equipe. Porém, existem caminhos para operar com o mesmo nível de excelência sem sacrificar substancialmente o faturamento.
Tecnologia surge como braço operacional
Segundo a executiva, é nesse contexto que o investimento em tecnologia se mostra estratégico. Por meio dessas ferramentas, é possível manter o número de profissionais em atendimento e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência melhor ao cliente.
Em sua opinião, três produtos do portfólio da Procfit assumem especial protagonismo:
- PDV Móvel
- Self-checkout
- App Separador
PDV Móvel marca início da jornada
O PDV Móvel é apontado pela especialista como a solução de adoção mais simples do trio, além de ser a que exige menor investimento inicial. “Ele ajuda em um atendimento rápido ao cliente, possibilitando o checkout direto no balcão ou em qualquer outro lugar da loja”, explica.
A solução é especialmente interessante durante os horários de pico da operação – momentos nos quais a equipe estará mais sobrecarregada. Um exemplo prático de uso é a Farmais / Farmavan, rede de farmácias na qual 10% das vendas já passam pela maquininha volante.
Self-checkout é solução para lojas de alto fluxo
Já o self-checkout é indicado especialmente para lojas de alto fluxo e giro rápido, como pontos próximos a estações de metrô, por exemplo. Para quem acha que essa é uma tecnologia muito distante do varejo farmacêutico, os números mostram uma realidade distinta.
“As Farmácias Nissei, por exemplo, implementaram a tecnologia em julho. Durante o Abrafarma Future Trends, eles revelaram que, em média, 7% do faturamento das lojas passa pelo autoatendimento – com unidades em que essa porcentagem é de 40%”, destaca.
Um dos diferenciais mencionados por Thaiane é a integração do PDV Móvel e do Self-checkout com o hub de gerenciamento de Programas de Benefícios de Medicamentos (PBMs).
App Separador impulsiona vendas à distância
Indicado para operações com presença digital, o App Separador centraliza os pedidos vindos desse canal. “Isso dinamiza a rotina do atendente e agiliza a separação de pedidos”, explica.
Tecnologia ajuda, mas não é solução absoluta
A executiva reforça, no entanto, que a tecnologia sozinha não resolve toda a equação. Para ela, é preciso também melhorar processos, investir em capacitação e avaliar o que funciona melhor de loja para loja.
“Nós, como parceiros de tecnologia, trazemos produtos que irão impactar positivamente a rotina das farmácias. Porém, o elemento humano ainda é primordial no varejo farmacêutico”, finaliza.
