Como a contratação estratégica evita prejuízos no varejo farmacêutico?
Perfil comportamental ganha peso na escolha de profissionais
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Uma contratação errada no varejo farmacêutico gera custos que vão muito além do salário, dos benefícios e da eventual rescisão trabalhista, podendo afetar diretamente o clima da loja, o faturamento e a rotina da liderança.
Em vez de focar apenas em currículos e qualificações técnicas, o gestor precisa entender de qual perfil comportamental sua farmácia realmente necessita. Esse é o alerta de Viviane Alvarenga, diretora de gente e gestão da Farmarcas e da Febrafar.
“O maior desafio da contratação hoje não é técnico, é comportamental. É fazer a pessoa entrar e permanecer porque aquele ambiente faz sentido para ela”, explica.
Uma contratação estratégica começa antes da abertura da vaga
O primeiro passo é olhar para dentro da própria farmácia antes de iniciar o recrutamento. “Debater cultura sem ter clareza sobre os objetivos do negócio é um erro comum. Cultura nada mais é do que reunir os perfis adequados para executar essa estratégia com eficiência”, avalia.
Passos práticos para errar menos na seleção
Para aumentar a assertividade do recrutamento no dia a dia, mesmo sem um departamento de recursos humanos estruturado, a especialista recomenda os seguintes cuidados essenciais.
O líder direto deve conduzir a seleção pessoalmente, pois quem gerencia a rotina não pode terceirizar a escolha de quem trabalhará ao seu lado. É preciso investigar o histórico da vaga para entender o que funcionou ou falhou com o ocupante anterior.
Na entrevista, o foco deve recair sobre as competências comportamentais, pois conhecimentos técnicos podem ser ensinados no balcão. O gestor deve preparar perguntas situacionais para ouvir relatos reais e nunca avaliar os candidatos sozinho, compartilhando a decisão para eliminar vieses.
Por fim, indicações da própria equipe e uma consulta ética a redes sociais ajudam a checar se o discurso condiz com a prática. Viviane reforça que a seleção é uma via de mão dupla e que o candidato também avalia a farmácia durante o processo.
“O custo de uma contratação errada não é só financeiro. Ela afeta o time, o líder, o clima, a velocidade dos resultados e até a reputação da empresa. Contratar bem é um ato estratégico”, conclui a diretora.