Febrafar fecha parceria com iFood
Movimento cria novo canal de vendas para mais de 20 mil farmácias e coloca as redes associativistas na rota de consumidores habituados ao delivery
por Adriana Bruno em e atualizado em
A Febrafar fechou uma parceria com o iFood para ampliar a presença das farmácias associativistas no delivery. A iniciativa envolve mais de 20 mil farmácias ligadas às redes associadas e cria uma nova frente de aquisição de clientes e vendas para as lojas.
Na prática, a plataforma passa a funcionar como mais um ponto de descoberta e conversão para as lojas, ampliando a concorrência pelo consumidor além do ponto de venda físico. “A gente passa a ter acesso a um cliente que muitas vezes já estava acostumado com a plataforma, que poderia até comprar em outra farmácia, mas que não comprava nas nossas lojas porque a gente não estava ali”, afirma Karen Corridoni, diretora comercial da Febrafar.
Aquisição de clientes entra na estratégia
O principal ganho comercial está na possibilidade de acessar uma base de consumidores que já possui comportamento de compra digital. Para as farmácias, isso reduz a dependência dos canais tradicionais de atração e cria uma nova oportunidade de disputar pedidos em uma plataforma de alta recorrência de uso.
Preço, conveniência e disponibilidade estão entre os fatores que influenciam a decisão do consumidor.Por isso, a presença no aplicativo exige das lojas uma operação competitiva, com sortimento adequado, preços monitorados e capacidade de atendimento.
“Para a farmácia, isso abre uma possibilidade diferente de relacionamento com esse consumidor e de geração de vendas por um canal que antes não estava disponível para ela”, explica Karen.
A capilaridade das redes associativistas também pode favorecer a expansão do canal. A presença em diferentes municípios permite explorar mercados regionais e localidades nas quais as grandes redes têm menor participação.
Margem define o sucesso do canal
Para a Febrafar, porém, ampliar o faturamento não é suficiente. O delivery precisa ser administrado como um canal de vendas com indicadores e metas próprias.
Formação de preços, margem de contribuição, mix, tíquete médio, volume de pedidos e custos da operação são alguns dos pontos que precisam ser acompanhados pelas farmácias.
“Não basta a loja vender no iFood. Ela precisa vender e olhar a margem. O objetivo é que o canal gere resultado para a farmácia. Não adianta aumentar o volume de pedidos se, no final da operação, a empresa não consegue transformar essa venda em resultado”, ressalta Karen.
A gestão do catálogo também ganha importância. Produtos de maior giro e itens com maior potencial de margem podem ter papel relevante na composição da oferta, enquanto a disponibilidade do estoque precisa estar alinhada ao que é apresentado ao consumidor.
A Febrafar prevê orientação às lojas para estruturar a operação, organizar o catálogo e acompanhar os indicadores do novo canal. “A oportunidade não está apenas em colocar a loja em uma plataforma, mas em entender como esse consumidor compra, como a farmácia pode atender essa demanda e como transformar esse novo canal em uma operação sustentável”, conclui Karen.