Grupo José Alves, controlador da Vitamedic, mira R$ 10 bi até 2034
Conglomerado goiano faturou R$ 3,7 bilhões em 2025 e prevê R$ 4,4 bilhões em 2026
por Adriana Bruno em
O Grupo José Alves quer ampliar em 2,7 vezes o faturamento nos próximos oito anos. O conglomerado, que completa 64 anos nesta sexta-feira (2), encerrou 2025 com R$ 3,7 bilhões em receita e projeta chegar a R$ 4,4 bilhões em 2026.
A meta é alcançar R$ 10 bilhões até 2034, em uma estratégia baseada principalmente na expansão industrial e na diversificação dos negócios.
Com 12 empresas em nove segmentos, o grupo atua em bebidas, indústria farmacêutica, limpeza, educação e tecnologia, entre outras áreas. A operação está presente em dez estados e emprega mais de 7 mil pessoas. Desde o início da década, os investimentos já superam R$ 1,3 bilhão.
Vitamedic ganha peso na estratégia
No setor farmacêutico, a Vitamedic recebeu R$ 100 milhões para sua nova fábrica de suplementos e vitaminas. A unidade atende principalmente à Trustfuel, marca criada em 2023 com foco em suplementos e produtos de nutrição para alto desempenho.
A estratégia da farmacêutica também envolve diversificação de categorias. Em 2026, a Vitamedic entrou no mercado de dermocosméticos e lançou o Energrip C Pop, produto de vitamina C saborizada.
Em julho deste ano, a marca anunciou investimentos de R$ 55 milhões em projetos de P&D. “Além de genéricos e similares, o planejamento estratégico em médio e longo prazo prevê também a entrada nos segmentos de produtos estéreis e biológicos, que consideramos o futuro das terapias médicas”, comenta o diretor de P&D, Rafael Fernandes Costa.
De atacado à diversificação
O grupo começou em 1962, com a rede de atacado Casas Alô Brasil, criada por José Alves. Em 1987, entrou no segmento de bebidas ao se tornar fabricante da Coca-Cola em Goiás.
Desde então, ampliou o portfólio para diferentes setores e consolidou uma estrutura empresarial com negócios industriais, de serviços e educação. O próximo ciclo de crescimento tem como principal desafio ampliar a escala das operações e levar o faturamento de R$ 3,7 bilhões para R$ 10 bilhões até 2034.