Anvisa aborda agilidade do registro de medicamentos no Future Pharma
Plano da agência prevê redução do passivo regulatório e análises mais rápidas
por Gabriel Noronha em
A Anvisa apresentará no Future Pharma 2026, em 21 de outubro, em São Paulo (SP), um plano de ação para reduzir o passivo regulatório e agilizar a análise de registros de medicamentos. A iniciativa reúne medidas para diminuir a fila de pedidos e ampliar a previsibilidade dos processos.
A apresentação será conduzida por Elkiane Rama, diretora-adjunta da 2ª Diretoria da agência, responsável pela área de medicamentos biológicos. Entre os resultados já registrados, o tempo médio de análise de medicamentos sintéticos caiu 16% em 2026, na comparação com a média de 2022 a 2025.
Anvisa aposta em reliance e inteligência artificial
O plano inclui gerenciamento de análises, filas específicas para petições, uso de inteligência artificial com controles de conformidade regulatória, avaliação de risco e ajustes nos fluxos internos.
Outra frente busca reduzir o tempo gasto no cumprimento de exigências, etapa que pode prolongar a tramitação dos pedidos. Para isso, a agência passou a realizar reuniões técnicas prévias em determinadas situações, com o objetivo de esclarecer dúvidas e alinhar expectativas com as empresas, reduzindo retrabalho e solicitações complementares.
A estratégia também abrange medicamentos biológicos. Em março, a Anvisa iniciou a análise otimizada de pedidos de registro dessa categoria por meio do mecanismo de reliance, onde as avaliações técnicas de autoridades sanitárias estrangeiras são utilizadas para subsidiar decisões regulatórias nacionais.
Para Luis Alberto Veiga e Rafael Botari, idealizadores do Future Pharma, a participação da agência amplia o diálogo sobre questões que afetam diretamente o desenvolvimento da indústria farmacêutica.
“A proposta é criar um ambiente de troca entre quem está vivenciando essas transformações na prática e contribuir para uma visão integrada sobre os caminhos do setor”, afirma Veiga. Botari acrescenta que a presença da Anvisa fortalece o debate sobre as mudanças na cadeia de life sciences.