A Ease Labs negocia com farmacêuticas e distribuidoras europeias a venda de medicamentos e insumos à base de cannabis medicinal. A empresa mineira mantém conversas com potenciais parceiros da Alemanha, Polônia e Inglaterra e planeja investir cerca de R$ 100 milhões em um novo ciclo de expansão. As informações são do Valor Econômico.
Os recursos deverão ser destinados ao desenvolvimento e lançamento de novos produtos, além da ampliação de sua capacidade de produção no país, como revela Gustavo Palhares, presidente e cofundador da companhia.
“Estamos com várias conversas abertas, algumas mais iniciais e outras mais avançadas”, afirma. O executivo ainda ressalta que a escassez de fabricantes especializados abre oportunidades para fornecedores estruturados no mercado internacional.
Ease Labs planeja ampliar produção de cannabis
A estratégia de internacionalização prevê três frentes: fabricação de produtos para outras empresas, fornecimento de IFAs e transferência de tecnologia.
A expansão é favorecida por regras da Anvisa que permitem o cultivo de cannabis para fins farmacêuticos e para a exportação de matérias-primas e produtos derivados.
A empresa também estuda transferir parte do cultivo atualmente realizado na Colômbia para o Brasil. O plano é produzir no país variedades com menor teor de canabidiol e manter na operação colombiana o cultivo de outros canabinoides.
Empresa projeta faturamento de R$ 100 milhões em 2027
Após faturar cerca de R$ 50 milhões em 2025, a Ease Labs prevê alcançar R$ 70 milhões em vendas neste ano e R$ 100 milhões em 2027. Para sustentar o crescimento, a companhia planeja lançar três produtos até o primeiro trimestre do próximo ano, com diferentes concentrações de canabinoides para atender a distintas necessidades de tratamento.
No varejo farmacêutico brasileiro, a empresa detém 12% de participação no segmento de cannabis medicinal, segundo dados citados na reportagem do Valor.
Considerando também os produtos fabricados para terceiros, Palhares estima que a fatia chegue a 20%, com a meta de alcançar um terço do mercado em 2027.
A atuação como fornecedora para outras empresas também faz com que alguns concorrentes possam se tornar potenciais parceiros em fabricação, fornecimento de insumos e transferência de tecnologia, afirma o executivo.
