Gestor assume farmácia familiar e estrutura grupo com 15 PDVs
Criado no ambiente de uma drogaria, Fábio Queiroz alavancou a operação iniciada pelo pai ainda nos anos 1980
por César Ferro em
Em 1984, uma farmácia familiar abria as portas em Natal (RN). Quatro décadas depois, o negócio é comandado por Fábio Queiroz, empreendedor de segunda geração que promoveu uma verdadeira transformação na operação.
O novo episódio da série Minha História relata a trajetória de um gestor que assumiu a operação aos 22 anos e ajudou a transformá-la em um grupo com 15 pontos de venda em menos de uma década, com apoio do associativismo.
Patriarca inaugurou a loja com 19 anos
O DNA de jovem empreendedor presente em Queiroz é facilmente compreensível. Afinal, ele teve em casa um grande exemplo de que idade não significa maturidade empreendedora.
Quando tinha apenas 19 anos, o pai Marcelo de Queiroz abriu uma farmácia na capital potiguar. Em pouco tempo o negócio se tornou um verdadeiro reduto familiar, com parentes ocupando diferentes cargos da operação. “Além do meu pai, que geria o negócio, minha mãe Gizélia cuidava do financeiro. Então é justo dizer que eu cresci naquela pequena loja”, relembra o personagem.

Ainda na adolescência, Queiroz começou a ajudar informalmente na farmácia, aproveitando sua afinidade com a tecnologia para organizar planilhas e apoiar a informatização da operação. Sua entrada efetiva no dia a dia da operação, porém, ocorreu apenas em 2013.
Gestor aplicava na farmácia familiar o que aprendia na faculdade (H2)
Por estar imerso na operação desde cedo, Queiroz já conhecia a rotina da farmácia, do back office ao balcão, antes mesmo de concluir a escola. Aos 18 anos, porém, ao iniciar a graduação em engenharia de produção, passou a aplicar novos conhecimentos à gestão do negócio.
“Nessa mesma época, passei a dar expediente regularmente na loja pelas manhãs. Isso me possibilitou incorporar aquilo que aprendia em sala de aula”, conta. Com o tempo ele ganhou protagonismo na gestão. O avanço de sua participação, porém, também trouxe divergências sobre os rumos da farmácia.
Associação passou a fazer parte da rotina nos anos 2000
Com a chegada das grandes redes corporativas a Natal, no início dos anos 2000, Marcelo uniu-se a outros empresários da região para fundar uma rede associativista, que presidiu por 15 anos. O objetivo era reunir gestores e ampliar o poder de negociação junto à indústria farmacêutica.
Entretanto, a estagnação do faturamento e a percepção de que havia pouco espaço para avançar incomodavam o jovem empreendedor. “Tínhamos uma avenida de crescimento muito grande à nossa frente, mas meu pai estava satisfeito com os resultados”, destaca Queiroz.
Foi nesse contexto que o sucessor conheceu a Farmarcas, em 2017. Após uma série de conversas, decidiram ingressar na nova rede associativista e adotar a bandeira Ultra Popular. A mudança, porém, veio acompanhada de um novo desafio. “Meu pai aprovou a conversão e decidiu delegar a mim a responsabilidade de comandar a empresa”, afirma.

Farmarcas impulsionou o negócio com duas aberturas por ano (H2)
Após a mudança de bandeira, o grupo passou a expandir a operação com o apoio das ferramentas disponibilizadas pela Farmarcas. Desde 2020, abriu, em média, duas unidades por ano e chegou às atuais 15 lojas.
A maioria das unidades foi inaugurada a partir de novas operações, processo em que, segundo Queiroz, o agrupamento teve papel importante. “A Farmarcas auxiliou em todo o processo de análise de viabilidade regional, avaliação da saúde financeira da empresa e adequação do mix de produtos para cada localidade”, declara.
Atualmente o grupo está presente em sete municípios – Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Monte Alegre, Santa Cruz, Currais Novos e Caicó. As duas últimas estão entre as localidades mais distantes da capital, o que trouxe novos desafios.
“Com o auxílio das ferramentas digitais e dos painéis de dados da Farmarcas, consegui manter o controle mesmo à distância e tomar decisões em áreas estratégicas, como precificação e logística”, aponta.
Combinação de fatores é receita de sucesso
De acordo com Queiroz, o grupo enfrenta condições competitivas distintas nas cidades em que atua. Em Natal, concorre diretamente com grandes redes, enquanto no interior o varejo farmacêutico independente ainda tem presença relevante.
“Nossa atuação na capital gira em torno de estrutura e preço. Já nas demais cidades, nos destacamos pela variedade de produtos e pelo mix abrangente. Acredito que a principal fortaleza da Farmarcas seja combinar uma gestão eficiente, lojas bem estruturadas e gerar conhecimento e relacionamento para os associados”, analisa.
O grupo econômico registra crescimento médio anual de 30% e faturamento consolidado mensal milionário. Para os próximos anos, a meta é manter a expansão e chegar a 25 pontos de venda até 2030.
“Sempre falo para outros empresários que devem buscar conhecimento de forma contínua e se dedicar ao negócio. É preciso compreender a operação e contar com ferramentas de apoio de qualidade, às quais eu não teria acesso sem a Farmarcas”, completa Queiroz.
