AbbVie planeja investir R$ 430 milhões em P&D no Brasil
Volume de ensaios pode triplicar até 2030
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Durante um evento realizado nesta segunda-feira, dia 13, em São Paulo, a AbbVie anunciou um plano para fortalecer projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. O investimento projetado é de aproximadamente R$ 430 milhões.
A iniciativa faz parte da estratégia global da companhia, que visa reforçar sua atuação em testes clínicos e expandir o desenvolvimento de terapias inovadoras. O aporte deve se estender até 2030.
A decisão reforça o papel estratégico do país na agenda global de inovação da companhia, como detalha Flavio Devoto, vice-presidente e Gerente Geral da AbbVie no Brasil. “Trata-se de um mercado que reúne atributos importantes para ampliar sua relevância em pesquisa clínica, incluindo centros de excelência, profissionais altamente qualificados e uma população diversa que contribui para o avanço científico”, afirma.
Investimento da AbbVie pode triplicar volume de ensaios clínicos do país
O investimento contempla um aumento de até três vezes no volume de estudos clínicos e projetos conduzidos no país ao longo da última década, com 80% dessas iniciativas sendo direcionadas às áreas de oncologia e imunologia.
A farmacêutica também avalia expandir a condução de pesquisas clínicas para centros localizados fora das regiões Sul e Sudeste, ampliando o alcance da rede de pesquisa e reforçando seu compromisso com o desenvolvimento de novos centros e investigadores em nível nacional.
“A expansão da pesquisa clínica no Brasil fortalece o ecossistema científico nacional, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento econômico e a formação de profissionais especializados. Mais importante, esse crescimento nos permite atender necessidades de saúde em áreas desafiadoras, como oncologia e imunologia, transformando a vida dos pacientes e avançando os padrões de cuidado”, acrescenta Devoto.
O executivo ainda afirmou que o Brasil está bem posicionado para expandir sua liderança em pesquisa clínica, com avanços regulatórios como a Lei nº 14.874/2024, que definiu as normas para pesquisas envolvendo seres humanos, trazendo maior previsibilidade e eficiência aos processos.