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Ácido hialurônico está em vários cosméticos, mas será que ele é tudo isso?

Olhe com atenção em lojas de cosméticos e seções de beleza de farmácias e você perceberá um ingrediente dominando as prateleiras. Sim, o ácido hialurônico.

Assim como o óleo de argan já teve seu momento, os holofotes agora estão em cima da substância. Além de cremes faciais, ele é encontrado em xampus, água micelar (usada para limpar a pele), batons e gloss, todos eles com juras de hidratação. Para muitos, a promessa é cumprida e sentida na pele. Há dermatologistas, porém, que veem exageros.

Produzido naturalmente no nosso corpo, o ácido hialurônico tem a função de deixar a pele mais firme. “Uma das camadas da nossa pele, a derme, é composta de ácido hialurônico. É uma molécula com função de sustentação, como se fosse uma gelatina que deixa a pele firme, uma esponja que concentra a água naquele local”, diz o dermatologista Felipe Ribeiro. Segundo ele, como o ingrediente é barato para ser produzido, virou queridinho dos cosméticos quando o objetivo é hidratar.

O Grupo L’Oréal, que engloba 21 marcas no Brasil (incluindo Vichy, La Roche Posay, Skinceuticals, Cerave e Garnier), investe em muitos produtos com ácido hialurônico e vê espaço para crescer ainda mais seu portfólio.

“É uma substância com muitas possibilidades e que faz sentido tanto para skincare [cuidados com a pele] quanto para haircare [cuidados com o cabelo]. Como ele tem ativos de forte ação dermatológica, e é inclusive muito usado nos consultórios, consegue entregar resultado mesmo em uma rotina minimalista”, diz Nathaly Martos, coordenadora de valorização científica Hair da L’Oréal.

Quando se trata de ácido hialurônico, o tamanho importa. O de alto peso molecular é o que nós temos de fábrica (e que começa a diminuir depois dos 25 anos), mas o problema é que, justamente por causa do tamanhão, ele não penetra na pele.

“O que entra na pele é o ácido hialurônico de baixo peso molecular, mas não há estudos publicados mostrando que esse tipo de ácido que se passa em creme vai ficar na pele ou vai estimular a pele a produzir mais ácido hialurônico, porque ele é degradado em mais ou menos 24 horas. Mas, como é um agente umectante, ele atrai água para ele, e por isso é interessante”, diz Ribeiro, que avalia estudos na área da dermatologia para a Rede Cochrane.?

A médica Alessandra Romiti, assessora do departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia, também ressalta a importância do peso molecular do ácido hialurônico.

“O tamanho dele determina se vai ser de uso tópico, em cosméticos, ou então injetado para preenchimento. Muitos produtos cosméticos, inclusive, associam diferentes tamanhos de ácido hialurônico, e as empresas esclarecem os médicos sobre essa informação. Por isso, um médico dermatologista é a melhor pessoa para indicar o melhor tipo de ácido e de produto para cada pessoa.”

Ribeiro afirma, porém, que o ácido hialurônico tem contraindicações, como seu uso após procedimentos estéticos e em áreas muito ressecadas.

“Ele atrai água para ele, então acaba ‘roubando’ água da derme. É um produto que fica mais interessante se for usado com outra substância oclusiva, ou seja, que não deixa a água evaporar”, diz. Exemplos de agentes oclusivos são glicerina, lanolina, ceras vegetais e sintéticas, vaselina e silicones.

A dermatologista americana Shereene Idriss, instrutora clínica de alunos de dermatologia da Icahn School of Medicine de Mount Sinai (Estados Unidos), e que faz sucesso nas redes sociais dissecando produtos e tratamentos para a pele, também tem ressalvas ao ácido hialurônico. Sua experiência envolveu aplicar um protetor labial com a substância e sentir os lábios ficarem ainda mais ressecados.

“Como o ácido de alto peso não pode ser absorvido, a indústria criou o de baixo peso, mas ele não chega perto da derme onde o ácido hialurônico naturalmente está. E ainda obtém água da fonte mais próxima, causando desidratação com o tempo”, disse ela em um vídeo sobre o assunto.

Daniella Silva, coordenadora e pesquisadora de Skincare da L’Oréal, diz que há vários métodos de pesquisa para avaliar a ação dos cosméticos.

“Conseguimos medir com um equipamento quanto o ácido penetra na pele. Depois tem também a pesquisa clínica com institutos independentes, na qual é possível testar clinicamente a eficácia dos produtos. Como grupo, nunca vamos usar uma ‘claim’ [alegação] do produto se não for comprovado. Garantimos que, antes de lançar um produto, teremos dados de segurança e de eficácia após a realização de muitos testes.”

Fonte: MSN Brasil

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/be-a-ba-do-acido-hialuronico-o-que-e-onde-existe-e-quais-os-beneficios/

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