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Ansiolíticos e antidepressivos escalam o topo das pesquisas por remédios durante a pandemia

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O período de distanciamento social, causado pela atual crise sanitária, provocou mudanças drásticas na rotina de toda a população mundial. Sem a possibilidade de viagens, encontros sociais, trabalho presencial ou qualquer outra forma de contato social prolongado, diversas pessoas passaram a se sentir mentalmente instáveis.

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Os resultados desse período de isolamento e instabilidade emocional se mostram concretos na pesquisa realizada pela Consulta Remédios, plataforma comparadora de preços de produtos de farmácia. O levantamento apontou que a procura por medicamentos ansiolíticos e antidepressivos aumentou em 113% no período de agosto de 2020 a fevereiro de 2021, se comparado com o mesmo período antes da pandemia – agosto de 2019 a fevereiro de 2020.

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O medicamento mais procurado foi o Hemitartarato de Zolpidem, medicamento utilizado para tratar de insônia. O antidepressivo Cloridrato de Fluoxetina fica em segundo, e ainda podem ser citados medicamentos como Sertralina, Escitalopram e Clonazepam.

Os dados registrados vêm da busca dos usuários em páginas de bula. Esses medicamentos não são vendidos pela internet, tampouco são vendidos sem a apresentação de receita médica. Ainda assim, a procura online por esse tipo de informação mostra um crescimento geral do interesse por essas soluções a problemas mentais.

Fica evidente, em frente a esses dados, que a população tem adoecido ou se sentido doente nesses tempos de crise. Um levantamento feito pela Fiocruz e outras seis universidades, em meados de 2020, ainda aponta que 40% da população adulta é afetada pelos sentimentos frequentes de tristeza e depressão, e 50% também é afetada pela ansiedade e pelo nervosismo.

Soluções possíveis

A vacinação já começa a dar grandes passos em todo o território nacional, e, apesar do cenário ainda assustador de mais de 500 mil mortes por Covid, a esperança de superação começa a tomar conta dos ânimos.

Mas, enquanto a situação não é completamente estabilizada, é importante lembrar que existem alternativas para lidar com esses sentimentos provocados pela crise.

A primeira e mais óbvia é o tratamento psicológico. A terapia psicocomportamental, mais comum assim como outras formas de psicoterapia, tem o intuito de trazer solução a conflitos internos e tratamento a doenças, estados e distúrbios mentais.

É importante procurar esse tipo de tratamento, uma vez que ele representa a melhor solução para tais problemas. E, se o caso for muito grave, o terapeuta ainda pode recomendar o uso dos medicamentos já citados, indicando o paciente a um psiquiatra, que dará as instruções para o tratamento correto, que tem como intenção usar os medicamentos para estabilizar o quadro do paciente, enquanto ele soluciona os problemas através da terapia.

Outra forma de manter a saúde mental é organizar a rotina e estabelecer um plano de comportamento durante esse período de crise. A falta de contato social é o fator principal para o surgimento de prolongados períodos de instabilidade mental, mas ela pode ser compensada com cuidado da saúde e do físico.

A procura por uma boa nutricionista pode ser o primeiro passo. A dieta pode não parecer, mas é essencial na administração da saúde mental. Muito nutrientes são essenciais na produção de neurotransmissores, responsáveis pela comunicação entre células do sistema nervoso. Da mesma maneira, o exercício físico contribui para o regulamento dos químicos dentro do cérebro, que geram as sensações de felicidade e satisfação.

A prática recorrente de atividades físicas pode gerar resultados surpreendentes no combate a distúrbios mentais como depressão e ansiedade. Para aqueles que sentem efeitos como o distúrbio de imagem, ainda existe a opção da musculação e de outros treinos, aliados a suplementos como whey protein e a uma dieta saudável, que geram mudanças positivas na estética corporal.

A saúde mental é um assunto muito sério e importante, e, neste momento de crise, é necessário se questionar qual a melhor opção a ser seguida e investir nas alternativas disponíveis, com o intuito de manter a estabilidade e a saúde até o fim desse período.

Fonte: Capital News

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