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Auxílio Brasil eleva custo de medidas para a reeleição

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A conta extra da transformação do Bolsa Família em Auxílio Brasil ainda não pode ser feita com precisão, porque a apresentação do novo programa não inclui o valor, mas já é estimado em pelo menos R$ 15 bilhões, que pode chegar a R$ 25 bilhões.

 

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Caso seja confirmado, vai levar para R$ 53,7 bilhões o custo fiscal das medidas com foco na reeleição de Jair Bolsonaro. Se atender aos políticos, pode chegar a R$ 63,7 bilhões. O mercado recebeu o projeto com desconfiança: o dólar subiu 0,2%, para R$ 5,247 e a bolsa fechou estável.

 

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Economistas, analistas de mercado e investidores se inquietam com a intenção de prorrogar o pagamento de precatórios para financiar o reforço no benefício social, conforme informado pelo ministro da Cidadania, João Roma, de “pelos menos mais 50%”, ou seja, de cerca de R$ 190 para em torno de R$ 300.

 

– Os precatórios estão sendo usados como contrapartida da elevação de gastos. A estratégia de Bolsonaro de elevar o valor do Bolsa Família tem como externalidade a eleição de 2022. Trata-se de algo extremamente ruim, um retrocesso no arcabouço fiscal – avalia Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

 

Além do reforço no benefício social, o cálculo das medidas com foco em reeleição inclui a isenção de imposto para o diesel em 2022 (R$ 26 bilhões), a redução de arrecadação de R$ 7,7 bilhões para Estados e municípios representada pela reforma tributária e a estimativa de R$ 5 bilhões em aumento para o funcionalismo federal, se funcionar o plano da equipe econômica de limitar o reajuste.

 

A amarração entre a pedalada nos precatórios e o reforço no Auxílio Brasil é indireta. Guedes quer tirar o pagamento dos precatórios, que considera insustentável, do cálculo do teto de gastos.

 

Para bancar os valores menores, seria criado um fundo formado por recursos de venda de subsidiárias ou estatais. Os maiores, como Guedes indicou, seriam parcelados. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi cauteloso sobre precatórios, dizendo que a questão “preocupa muito”, “para que não tenhamos nenhum tipo de narrativa a prejudicar a imagem do Brasil”.

 

MARTA SFREDO

Fonte: Zero Hora

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