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Banco Central revisa previsão de alta do PIB de 1,7% para 2,7%

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O Banco Central revisou as projeções macroeconômicas e elevou de 1,7% para 2,7% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, conforme dados do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado, nesta quinta-feira (29/9), pela autoridade monetária.

“Dados divulgados desde o último Relatório de Inflação mostraram crescimento no segundo trimestre mais expressivo do que se projetava”, explicou o texto do documento. O BC melhorou as projeções para os principais motores do PIB. No caso dos serviços, elevou a previsão de crescimento de 2,1% para 3,4%. Para o consumo das famílias, revisou a taxa de 1,7% para 3,9%. Contudo, a agropecuária teve redução de 2,2% para zero na previsão de expansão do setor neste ano. Já a projeção de recuo da taxa de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, foi reduzido de 2,7% para 0,4%, devido à “surpresa positiva” dos dados do PIB do segundo trimestre, que ficaram acima das estimativas do mercado e do próprio BC.

A nova estimativa é menos otimista do que as declarações recentes do ministro da Economia, Paulo Guedes, que, em clima eleitoreiro, tem afirmado que o PIB pode crescer mais de 3% neste ano e no ano que vem, e acompanha o mercado com as estimativas de desaceleração da economia brasileira no ano que vem.

Para 2023, o BC projeta desaceleração do PIB para uma taxa de crescimento de 1%, em grande parte, devido às influências da desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica, ou seja, do processo de alta dos juros básicos, iniciado em março de 2021, quando a taxa básica da economia (Selic) estava no piso histórico de 2% ao ano.

O BC ainda faz um alerta para a desaceleração do crescimento do crédito no ano que vem, “considerando as projeções de evolução da atividade econômica para o período, que indicam moderação no crescimento do PIB”. Assim, a expectativa é de uma expansão nominal de 8,2%, “com desaceleração no ritmo de crescimento das carteiras de pessoas físicas e de pessoas jurídicas, sobretudo no segmento financiado com recursos livres”.

A melhora da projeção do PIB deste ano ocorre após o órgão interromper o processo de alta da Selic e manter os juros em 13,75% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no último dia 21, e a três dias do primeiro turno das eleições deste ano. A decisão de manutenção dos juros básicos pelo Copom não foi unânime, em um claro sinal de que as pressões inflacionárias não estão totalmente controladas, apesar da deflação registrada em julho e em agosto.

O BC reduziu a projeção para a inflação oficial acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas reconheceu que o indicador permanece em patamar acima do limite superior do intervalo de tolerância ao redor da meta de inflação, de 5%, para este ano. A estimativa para o IPCA deste ano passou de 8,8%, no RTI de junho, para 5,8%, neste mês.

No relatório, o BC também fez um alerta para o processo de desaceleração global, diante da escalada nos juros em curso nos países desenvolvidos. “O processo de normalização da política monetária nos países avançados prossegue na direção de taxas restritivas de forma sincronizada entre países, impactando as expectativas de crescimento econômico e elevando o risco de movimentos abruptos de reprecificação nos mercados”, destacou o documento, que demonstra preocupação com a persistência inflacionária nos países desenvolvidos devido aos impactos na economia global e, consequentemente, no Brasil.

Fonte: Correio Braziliense

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