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Bayer aposta em mais lançamentos de prescrição

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Bayer aposta em mais lançamentos de prescrição

Apesar dos impactos da pandemia da Covid-19, a Bayer prevê mais um ano positivo. O crescimento nos últimos dois anos vem se sustentando por importantes lançamentos na área de prescrição. Em 2020, o faturamento aumentou 8% e chegou a R$ 2,1 bilhões. A companhia tem projeção de crescer 14% neste ano.

“Até 2022 estaremos com dez lançamentos no mercado, o que pode até ser normal na área de genéricos, mas muito incomum na indústria de pesquisa, já que nove desses produtos são moléculas novas”, afirma Adib Jacob, presidente para a América Latina da divisão farmacêutica da companhia, em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico.

Medicamentos inovadores

Segundo o executivo, trata-se de um período muito especial e único para a Bayer, com a aposta em medicamentos destinados tanto ao varejo como ao mercado institucional – em segmentos como oncologia, doenças cardiovasculares e metabólicas, hemofilia e saúde feminina. O Brasil foi o segundo país do mundo a ter dois dos principais lançamentos da companhia nos últimos dois anos na área de oncologia.

Um deles é o Vitrakvi (Larotrectinibe), terapia agnóstica lançada no final de 2019 com ação em mais de 20 tumores, que representa um importante avanço no campo da medicina de precisão. Já o Nubeqa (darolutamida), lançado no início de 2020, é um tratamento indicado para pacientes com câncer de próstata não-metastático. Presente no Brasil há 125 anos, o país é o segundo mercado mais importante para o grupo globalmente. No início de 2020, o escritório regional da América Latina, que estava localizado nos Estados Unidos, foi transferido para São Paulo. “Colocar no mercado nacional dois medicamentos antes mesmo de lançá-los na Europa ou na Ásia revela a confiança que a companhia tem no ambiente regulatório brasileiro”, ressalta Jacob.

Ambos os medicamentos foram aprovados no país por meio do fast track, registro rápido de medicamentos criado pela Anvisa para ampliar o acesso ao tratamento de doenças raras. “Trata-se de uma via muito inteligente, que mostra a eficiência da agência, uma vez que efetuamos a submissão dos medicamentos simultaneamente na Europa, Estados Unidos e nos demais países em que atuamos”, afirma o executivo.

Na área de saúde feminina, a empresa lançou o Kyleena, dispositivo intrauterino reversível indicado para mulheres que desejam uma contracepção segura e eficaz com pouca quantidade de hormônios. A companhia também recebeu a aprovação da Anvisa para dois medicamentos voltados à hemofilia. São eles o Kovaltry e o Jivi, que oferecem mais autonomia aos pacientes e permitem administrações mais flexíveis.

No fim de 2022, a Bayer prevê a chegada de um medicamento para insuficiência cardíaca e outro para proteção renal do paciente diabético.

Sistema de custeio defasado

Dos cinco carros-chefes da companhia na área de oncologia, quatro são terapias orais – o Nexavar, para câncer de fígado; o Stivarga, para câncer colorretal; além do Vitrakvi e do Nubeqa. “Tenho muitos anos nesse segmento e vejo como o tratamento na forma farmacêutica oral vem evoluindo de tal modo que ele pode ser usado na casa do paciente, sem a necessidade de uma infusão”, observa Jacob.

Nesse caso, o comprador não necessariamente tem que ser quem aplica, podendo ter o distribuidor atuando como vendedor, ou ainda uma clínica ou operadora dispensando um medicamento oral. “Espero que, à medida que o sistema de custeio de medicamentos amadureça no Brasil, as terapias oncológicas orais possam ter o mesmo tipo de cobertura que as injetáveis”, opina.

Jacob acrescenta que é preciso observar o apelo farma-econômico do medicamento, com um custo-benefício que justifique o preço e o valor clínico. “Também deve-se avaliar o nível de flexibilidade da indústria para tornar os orçamentos mais gerenciáveis”, analisa.

Líder mundial de vendas

Referência e líder mundial de vendas na categoria de anticoagulante, o Xarelto (rivaroxabana), ganhou uma nova indicação em 2020: proteção vascular de pacientes com doença arterial coronariana (DAC) e doença arterial periférica (DAP). Principal medicamento da Bayer, o Xarelto também se consolidou em 2020 como o maior produto do mercado de varejo do país, segundo levantamento da consultoria IQVIA. Hoje ele é produzido nas plantas da Alemanha e da China.

“O varejo farmacêutico continua sendo uma área muito importante para a companhia. Embora estejamos lançando muitos produtos canalizados para o mercado institucional, o segmento retail ainda responde por mais da metade da nossa receita”, afirma Jacob.

Vacina contra a Covid

Em fevereiro deste ano, a Bayer anunciou uma parceria com a startup de biotecnologia alemã CureVac para dar suporte na produção, comercialização e distribuição de uma vacina baseada em mRNA contra a Covid-19. Em um primeiro momento, o imunizante será destinado apenas à Europa. “Estamos aguardando os resultados clínicos e, em paralelo, seguimos em diálogo para uma eventual cooperação em outras geografias, o que incluiria a América Latina e o Brasil”, finaliza.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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