BNDES aprova R$ 86 mi para fábrica de IFAs da Blanver
Projeto contempla produção de insumos para diferentes áreas terapêuticas
por Adriana Bruno em
O BNDES aprovou operação de R$ 86 milhões para a CYG Biotech, empresa do Grupo Blanver, ampliar sua capacidade de produção de insumos farmacêuticos ativos (IFA). Os recursos, provenientes do programa BNDES Mais Inovação, irão viabilizar a implantação de uma nova unidade produtiva em Indaiatuba (SP).
Do montante, metade deve ser usada para a compra de bens de capital produzidos no Brasil. A ampliação deve criar 100 postos de trabalho diretos, um crescimento de 80%, e outros 100 indiretos. A informação foi divulgada pela Agência BNDES de Notícias.
“Essa é uma etapa essencial do nosso ciclo de crescimento, que prevê diversificação de portfólio, aumento de capacidade produtiva e modernização do complexo fabril. Ampliar a fábrica de IFAs garante mais autonomia produtiva, reduzindo a dependência de insumos importados”, afirma Sérgio Frangioni, CEO da Blanver.
Nova unidade terá três linhas de produção
O investimento faz parte da estratégia do Grupo Blanver de produzir, por meio da CYG Biotech, os IFAs necessários para a fabricação de seus medicamentos. Para isso, a empresa vai construir um novo complexo produtivo com área construída total de 10 mil m².
O projeto deve ser realizado em 24 meses, com expectativa de que a planta esteja inteiramente operacional em agosto de 2028. Serão construídas duas edificações para a implantação de três unidades especializadas de produção de IFA.
Nessas unidades serão produzidos insumos para o tratamento de câncer, HIV, hepatite B, hepatite C, artrite, reumatismo, depressão, transtorno bipolar, doenças inflamatórias crônicas, hipertensão, derrame e doença arterial periférica (DAP), entre outras. Apenas uma dessas unidades deve aumentar a capacidade de produção em mais de 120%.
Parcerias com setor público
Cinco dos insumos produzidos fazem parte de projetos de parcerias para o desenvolvimento produtivo (PDP) da Blanver com o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos).
Por meio da associação entre setor público e privado, a população terá acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o SUS.
“O apoio à indústria farmacêutica nacional contribui para a soberania do país na saúde. Com a produção de insumos nacionais, o SUS fica protegido das variações cambiais e o país tem mais autonomia na produção de medicamentos”, diz Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.