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Brasileiros estudam uso de canabidiol para combater insuficiência cardíaca

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Cerca de 2% da população mundial sofre de insuficiência cardíaca, uma doença grave e crônica que também é a causa de 27% das mortes de todo o Brasil. Pensando em um tratamento mais eficaz contra o problema, pesquisadores do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), irão realizar o primeiro estudo científico envolvendo o canabidiol.

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O canabidiol, também conhecido como CBD, é uma substância extraída da cannabis que vem sendo estudada para uso medicinal desde a década de 1970.

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Edimar Bocchi, professor da FMUSP e diretor do Núcleo de Insuficiência Cardíaca do InCor, é o idealizador do estudo e já tinha acompanhado um paciente com insuficiência cardíaca que fazia o uso do CBD, antes mesmo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a importação em 2015.

O médico diz que o CBD pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes, por isso o novo estudo visa medir o impacto positivo do seu uso em tratamentos e avaliar quais são as mudanças no quadro clínico geral. ‘Até hoje não se tem notícia de nenhum estudo científico sobre o tema no mundo’, conta.

Ao lado de Bocchi no estudo está Bruno Biselli, médico especialista em insuficiência cardíaca e transplante do coração do InCor e do Hospital Sírio Libanês, que também acredita que o CBD possa ajudar na qualidade de vida dos pacientes.

A pesquisa conta com o apoio da empresa canadense de cannabis medicinal Verdemed, que irá começar em agosto o acompanhamento de um grupo de 105 pacientes do InCor, que sofrem com insuficiência cardíaca, por dois anos.

Enquanto metade dos participantes irá receber uma medicação placebo, sem qualquer efeito, a outra metade irá receber 100 mg/ml do canabidiol da Verdemed.

A insuficiência cardíaca é uma doença que traz complicações para o dia a dia, com os pacientes sentindo dificuldade em fazer coisas simples da rotina, como tomar banho e subir escadas, por sentirem falta de fôlego. Isso acaba exigindo mais cuidados e prejudicando a qualidade de vida. (Canaltech)

Fonte: Diário da Amazônia

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