Brasileiros gastam mais de R$ 13 bi com canetas emagrecedoras
Levantamento da Close-Up International aponta Mounjaro como o favorito
por César Ferro em e atualizado em
Os análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, já são grandes protagonistas do setor. E, segundo um levantamento da Close-Up International Brasil, o faturamento desses produtos está na casa das dezenas de bilhões. As informações são do portal O Tempo.
De acordo com o estudo, os medicamentos Mounjaro (tirzepatida da Eli Lilly), Wegovy e Ozempic (semaglutidas da Novo Nordisk) movimentaram R$ 13,3 bilhões nos últimos 12 meses até maio. O mais novo entre eles, o Mounjaro, é o campeão de vendas.
| Posição | Medicamento | Faturamento |
| 1º | Mounjaro | R$ 8.526.438.130 |
| 2º | Wegovy | R$ 3.746.430.341 |
| 3º | Ozempic | R$ 1.102.886.227 |
“Esse boom das canetas emagrecedoras foi impulsionado pelo surgimento de novos medicamentos. Esse movimento deve ser ainda mais reforçado após a queda da patente da semaglutida. A tendência é de crescimento nas vendas desses remédios nas farmácias”, analisa Bianca Lamim, analista de dados de vendas e consumo da consultoria.
Vendas de canetas emagrecedoras dispararam
O Mounjaro liderou as vendas em receita e também em unidades. A caneta à base de tirzepatida comercializou 4,5 milhões de unidades no período, representando um crescimento de mais de 2.070%.
O volume de vendas do Wegovy também cresceu, mas em ritmo menos acelerado. O medicamento da Novo Nordisk, que já atuava em um patamar de volume superior, teve alta de 18%, totalizando 2,2 milhões de unidades.
Avanço vem aliado a maior alcance
Para a endocrinologista Flávia Maia, presidente da Regional Minas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), um dos possíveis motivos para o crescimento é o preço mais acessível, fruto da chegada de concorrentes na categoria. “Muitas vezes, pacientes que com o preço antigo não tinham condições de usar o medicamento, agora, com essa redução de custos, melhorou a possibilidade de acesso à medicação”, argumenta.
Por falar em concorrentes, a EMS anunciou que expandirá seu portfólio na categoria. A farmacêutica busca a aprovação de um “clone” de seu Ozivy (semaglutida).