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Busca por oxímetro em farmácias de Ribeirão Preto cresce por causa da Covid; médico ensina a usar

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A pandemia de Covid-19 elevou a procura por oxímetros, equipamento médico portátil que mede a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente, nas farmácias de Ribeirão Preto (SP). No estado de São Paulo, o levantamento de duas redes do setor apontou crescimento de 300% nas vendas. Clientes buscam pelo aparelho na intenção de monitorar a oxigenação e, por consequência, controlar e identificar a doença. (Veja abaixo a orientação médica sobre o uso.)

“Quando o paciente vinha com a indicação, nós indicávamos uma cirúrgica, uma loja especializada. Hoje, o quadro mudou. Eles são essenciais, a procura aumentou muito e não ter o produto na farmácia representa perda de vendas”, diz o farmacêutico Thiago Luque. Preocupada, a família da advogada Isabella Partelini adquiriu o aparelho como forma de se prevenir em caso de suspeita ou confirmação da doença. O preço pode passar dos R$ 100.

“Sempre que tínhamos contanto com alguém que estava com suspeita, ou tinha testado positivo, nós monitorávamos o oxigênio três vezes ao dia e, ficávamos aliviados em ver que o índice estava dentro dos padrões esperados”, aponta Isabella.

Como usar o oxímetro

Um dos primeiros sintomas decorrentes da queda da oxigenação é a falta de ar. Mas, segundo o médico infectologista Valdes Bollela, é comum a saturação cair e a pessoa não apresentar o sintoma.

“Tem pessoas, em uma proporção grande, que a saturação está caindo e ela ainda não está com falta de ar. O mais comum é, por exemplo, a pessoa ir tomar um banho e perceber que está cansada para ir tomar banho, algo incomum.

Vai lavar uma louça e fica cansado. Esse é um indício que a saturação pode estar caindo, aí você mede.”

De acordo com Bollela, o oxímetro pode ser utilizado em casa, sem que um profissional da área da saúde esteja presente. Entretanto, a orientação de um profissional a respeito do funcionamento é indispensável. Além de indicar o nível de oxigenação no sangue, o aparelho também mede a frequência cardíaca.

“O normal, habitualmente, é saturação acima de 94%. Se a pessoa estiver com Covid, acima de 92% é tranquilo, dá para permanecer em casa. Abaixo de 92% precisa de uma avaliação médica, geralmente isso vai acontecer na segunda semana da Covid”, explica.

Bollela afirma que a medição deve ser feita três vezes ao dia, e o paciente deve estar em repouso e, de preferência, sentado.

“Confirmou a Covid, durante as duas primeiras semanas precisa medir a saturação de oxigênio, de manhã, de tarde e de noite. Não precisa medir dez vezes por dia.”

De acordo com o médico, a identificação de uma queda da oxigenação é um dado que pode salvar vidas em tempos de pandemia.

“Esse é o dado que pode salvar vidas, porque se você detecta precocemente a queda da saturação, você procura o atendimento e recebe o tratamento, que é o oxigênio”, diz.

Fonte: Portal G1.com – Ribeirão Preto

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/farmacias-aceleram-vendas-da-mam-baby/

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