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Casos subnotificados prejudicam dimensionamento da pandemia

Há pouco mais de um mês, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso de autotestes para detecção da Covid-19, a reportagem entrou em contato com diversas farmácias de Presidente Prudente, para saber como estava a adesão da população à ‘novidade’. Na ocasião, ainda havia dúvidas e pouca informação a respeito dos autotestes: portanto, poucas drogarias comercializavam o item e, consequentemente, pouquíssimas pessoas haviam aderido à prática. Contudo, recentemente, O Imparcial mostrou que o cenário mudou totalmente.

Com o aumento dos casos de Covid-19, a procura por tais testes cresceu de forma expressiva no município. As pessoas, de fato, aderiram a eles, como uma forma mais prática e rápida para saber se estão infectadas pelo coronavírus. Uma vez que o teste seja colhido corretamente, sua execução é fácil e não há dúvidas quanto sua interpretação. Contudo, muitas pessoas, cujo resultado dá positivo, deixam de repetir o exame em laboratório para confirmação, e, assim, surgem casos subnotificados para o Ministério da Saúde.

Após a vacinação, muitos que já se infectaram relatam que os sintomas da doença são facilmente confundidos com os de uma gripe. Assim, com menos receio de complicações respiratórias, optam por ficar e se tratar em casa – muitas vezes, sem nem consultar um médico especialista. No entanto, é importante ressaltar que esses casos confirmados e subnotificados ficam, obviamente, fora das estatísticas, causando grande prejuízo ao sistema de informação. E, sem a notificação, as autoridades de saúde não têm a real dimensão da pandemia.

Como bem observou o infectologista Luiz Euribel Prestes Carneiro, ‘os testes rápidos são fáceis de executar e têm alto valor preditivo negativo, ou seja, são bons para excluir a doença’. Isso facilita sobremaneira a vida de quem precisa viajar, visitar parentes, participar de eventos, etc. Contudo, caso o resultado seja positivo, é preciso repetir o teste em um laboratório, de modo que os casos sejam devidamente notificados, o que é de extrema importância para que as autoridades consigam se planejar adequadamente contra os efeitos nefastos desse vírus.

Fonte: O Imparcial de Presidente Prudente

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