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Colesterol é essencial ao corpo, mas níveis precisam se manter controlados, alerta especialista

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Apesar de ser considerado por muitos o ‘vilão’ para manter a saúde em dia, o colesterol é essencial ao organismo, pois está presente na estrutura de todas as células, forma ácidos biliares que atuam na digestão e faz parte da composição dos hormônios e de algumas vitaminas. Por esse motivo, o ideal é manter seus níveis sempre controlados, explica o farmacêutico e bioquímico do Ihef Laboratório, Marcus Machado.

Comemorado no mês de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Colesterol lembra para a importância de um estilo de vida saudável e de realizar exames para saber como está a saúde, já que o excesso de colesterol ruim não apresenta sintomas. É indicado fazer exames com frequência especialmente quem ingere muita gordura saturada, é sedentário ou tem histórico familiar de morte por infarto.

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Marcus explica que existem dois tipos de colesterol e que eles possuem a mesma estrutura molecular, mas atuam de maneiras diferentes. ‘A princípio, a mais evidente diferença entre os dois refere-se às proteínas sanguíneas que fazem o transporte de ambos colesteróis. Uma vez associados às proteínas, o colesterol poderá formar o LDL (Low Density Lipoprotein, ou lipoproteína de baixa densidade) e, também, o HDL (High Density Lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade)’, conta.

O LDL é conhecido como colesterol ruim e o HDL como colesterol bom. ‘O excesso de colesterol pode ser pelos dois motivos, tanto genéticos como alimentares além também de outros fatores como a falta de atividade física, o fumo, e uso do álcool. O colesterol pode ser elevado em pessoas magras também, pessoas magras podem ter colesterol alto’, afirma.

O bioquímico também pontua que é importante saber que ter excesso de peso não significa ter colesterol alto. Como exemplo, ele comenta que pessoas magras também têm colesterol alto e isso acontece porque os níveis de colesterol no sangue dependem muito mais da taxa de remoção do colesterol pelo fígado, que é genética. “Se você tem um parente de primeiro grau, como pai, mãe ou irmãos, com colesterol alto, sua chance de ter colesterol alto é maior’, elabora.

Bons hábitos

Um alto nível de colesterol no sangue não é um problema a curto prazo, mas se isso se mantiver por muito tempo, acelera o desenvolvimento da aterosclerose, processo degenerativo arterial associado com a idade, que é um endurecimento e estreitamento das artérias que transportam o sangue para diferentes órgãos e partes do corpo.

Praticar exercícios físicos, não fumar, evitar o estresse e comer mais frutas e vegetais são alguns dos hábitos que são importantes para manter o colesterol controlado, conforme explica Marcus. ‘O estilo de vida saudável passa por questões diversas como, viver em bem-estar emocional e espiritual, também é muito importante realizar atividades físicas com frequência, incluindo se possível atividades lúdicas. além de uma alimentação balanceada’.

O especialista da Ihef lembra ainda que portadores de cardiopatias e de outros distúrbios metabólicos, como diabetes, estão mais propensos às complicações em caso de infecção pelo novo coronavírus. O colesterol alto, na sua fração conhecida como LDL ou colesterol ruim, faz com que a pessoa também se insira no grupo de risco para agravamento da Covid-19.

Entenda os fatores de risco

História familiar: as dislipidemias (presença de níveis elevados de gorduras no sangue) podem ter origem genética e serem herdadas de pais para filhos. É a chamada hipercolesterolemia familiar, condição que raramente pode ser tratada apenas com mudanças no estilo de vida. Vários genes já foram associados à esta condição.

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Sedentarismo: a atividade física ajuda a “queimar” o colesterol ruim (LDL) e a aumentar o bom (HDL).

Dieta inadequada: excesso de gorduras e carboidratos, somado à quantidade insuficiente de fibras e alimentos antioxidantes, pode causar aumento do colesterol ruim. Uma vez diagnosticado, o tratamento do colesterol elevado deve ser imediatamente iniciado, com adoção de mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de medicamentos.

Fonte: Acorda Cidade

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