Compras de medicamentos para depressão e ansiedade sobem 11,7%
Geração Z teve alta de 15,3% entre os consumidores
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Um levantamento divulgado pela Vidalink revelou que as compras de medicamentos para depressão e ansiedade cresceram 11,7% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
De acordo com a empresa especializada em planos de bem-estar corporativos, o número de pessoas que adquiriram esses medicamentos aumentou 9,4%, passando de 21,2 mil para 23,2 mil.
A quantidade de compras subiu de 62,3 mil para 69,6 mil, enquanto o valor transacionado pela plataforma avançou 15,3%, de R$ 10 milhões para R$ 11,5 milhões. Os dados foram obtidos a partir da análise de 34.823 beneficiários que mantiveram planos ativos durante o período.
Geração Z lidera compras de medicamentos para depressão
Entre as gerações analisadas, a Geração Z, formada no levantamento por pessoas de 19 a 24 anos, apresentou o maior crescimento. O número de compradores aumentou 15,3%, enquanto a quantidade de compras subiu 19,2% e o valor transacionado avançou 21,2%.
A participação desse grupo entre os compradores cresceu 0,6 ponto percentual. Millennials também registraram alta, de 10,2% no número de compradores, 12,1% nas compras e 16,8% no valor movimentado.
Na Geração X, os avanços foram de 7,1%, 10,5% e 14,3%, respectivamente. Entre os consumidores com 60 anos ou mais, o número de compradores cresceu 3,5%, as compras 4,7% e o valor transacionado 6,5%.
“Os números são um sinal de atenção para as empresas em todas as gerações, mas o movimento da Geração Z merece uma observação especial. É justamente entre os jovens que encontramos o crescimento mais acelerado”, afirma Luis Gonzalez, CEO e cofundador da Vidalink.
Mulheres representam 64,1% dos compradores
A distribuição por gênero permaneceu estável no período. As mulheres representaram 64,1% dos compradores tanto no primeiro semestre de 2025 quanto no de 2026. Os homens responderam pelos 35,9% restantes.
Segundo a Vidalink, o levantamento considera compras realizadas entre janeiro e junho de cada ano e utiliza dados agregados, sem informações individuais dos beneficiários.
“O fato de as mulheres representarem 64,1% dos compradores nos dois períodos reforça que elas também precisam estar no centro das estratégias de saúde mental das empresas”, afirma Gonzalez.