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CPI vai investigar possível financiamento ilegal para disseminar kit Covid

Após pouco mais de um mês de trabalho, a CPI da Pandemia deve, pela primeira vez, analisar requerimentos de quebra de sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário. A ideia dos parlamentares é certificar se houve financiamento por parte de farmacêuticas e produtoras de insumos a grupos que propagandearam medicamentos para combater a Covid-19, como a cloroquina e a ivermectina, que mesmo após ineficácia comprovada foram defendidos por entidades médicas, autoridades e empresários.

Veja também: Frente parlamentar defende massificar exames rápidos para detectar Covid-19

O senador Rogério Carvalho (PT/SE), que também é médico, explicou que há conflitos éticos nessa prática, o que a tornam ‘criminosa’. ‘A gente precisa saber se tem algum financiamento da Indústria Farmacêutica à Associação Médica que defende o uso da cloroquina, da ivermectina, se tem esse financiamento que é ilegal’, relatou.

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Para seguir essa linha de investigação, os senadores apostam na quebra de sigilo de entidades que defenderam o tratamento precoce, cujo requerimento deve ser votado nesta quinta-feira. Além disso, pretendem avançar sobre dados das empresas responsáveis pela produção da matéria-prima dos medicamentos do chamado kit Covid e, com isso, investigar o possível ganho do setor privado na insistência pelo tratamento precoce.

Alguns desses requerimentos foram apresentados pelo senador e ex-delegado Alessandro Vieira (sem partido). ‘Gerou-se um debate falso (tratamento precoce) que influenciou nas políticas públicas e no mercado privado’, explicou.

A CNN conversou com outros integrantes da CPI que confirmaram essa linha de investigação. Eles afirmam que as quebras podem indicar se houve favorecimento de empresas a entidades médicas, o que é considerado ilegal pela legislação médica.

Além disso, a CNN apurou que a CPI pretende avançar também sobre empresas de comunicação e propaganda, uma forma de mapear uma suposta rede de disseminação de “Fake news”, o que teria contribuído na divulgação de desinformações sobre o tratamento precoce.

Os pedidos de quebra de sigilo deveriam ter sido analisados nesta quarta-feira (9), mas após apelo do líder do governo, senador Fernando Bezerra, a discussão ficou para a próxima sessão.

Dentre os pedidos, também serão analisados o da atual secretária de gestão do trabalho, Mayra Pinheiro; do ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello; e do assessor especial para assuntos internacionais da presidência, Filipe Martins.

Além disso, a CPI quer rastrear ligações e troca de mensagens do anestesista Luciano Dias Azevedo, apontado como o idealizador da minuta de decreto que sugeria mudanças na bula da cloroquina, e considerado defensor do tratamento precoce.

Fonte: CNN Online (Brasil)

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