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Distribuidora Dislab inicia pagamento a credores

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Foto: Divulgação

Um ano e meio após o deferimento do pedido de recuperação judicial, a distribuidora Dislab iniciou, em abril, o pagamento aos credores e fornecedores parceiros que aderiram ao processo. O plano foi homologado sem ressalvas pela Justiça em 20 de março, o que exigiu da companhia, com sede em Ribeirão Preto (SP), uma profunda reestruturação e redução de custos.

“A homologação permitiu que reconstruíssemos nosso modelo de negócios. Iniciamos o pagamento desses passivos, ao mesmo tempo em que conseguimos manter a operação em todos os estados onde atuamos – Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. E não afetamos a qualidade no atendimento, com eficiência e bom relacionamento com nossos clientes”, relata o diretor executivo Flavio Andrei.

O plano aprovado na assembleia com os credores prevê a quitação parcial das parcelas, na forma de um percentual adicional no pagamento das futuras compras mensais com os fornecedores.

“Desenvolvemos o processo de maneira que as empresas apoiem e se sintam motivadas a nos vender. Ao adquirir produtos dos parceiros, adicionamos um percentual para abater a dívida passada, com algumas regras de prazo e margem. Então, quanto mais volume eu adquirir desse credor, mais rapidamente o débito será quitado”, ressalta o executivo. “Temos indústrias para as quais já pagamos boa parte do saldo devedor”, acrescenta.

A estratégia da distribuidora é aumentar o portfólio em não medicamentos, priorizando itens com maior margem e tíquete médio. “Com o novo formato de compras e fornecedores atuais, o faturamento anual foi reduzido significativamente de R$ 700 milhões para R$ 300 milhões. Porém, asseguramos rentabilidade e mais qualidade no giro de produtos”, comenta. A empresa continua atendendo 22 mil farmácias.

Distribuidora Dislab puxou fila das recuperações judiciais

A distribuidora Dislab entrou com pedido de recuperação judicial em outubro de 2022, que foi deferido em novembro do mesmo ano. A companhia foi a primeira do segmento a fazer uso desse mecanismo legal. Hoje já são 11 distribuidoras com pedidos em curso.

No caso da Dislab, a recuperação judicial foi necessária para corrigir rotas, o que incluía melhoria nas margens e diminuição das despesas. “Mas até para reduzir de tamanho é necessário investimento. Um exemplo foi a diminuição do quadro de funcionários. Dos 650 colaboradores, tivemos que eliminar 300 posições, o que demandou um gasto de aproximadamente R$ 10 milhões em rescisões”, relembra o executivo.

A distribuidora teve vários motivos, em um mesmo espaço de tempo, que impactaram em seus resultados e freada de faturamento, conforme exposto em seu pedido de recuperação judicial.

Desconfiança do mercado

Apesar de ser um mecanismo legal que blinda a companhia a fim de evitar uma falência, a recuperação judicial no Brasil ainda é vista com desconfiança pelo mercado. “Muitos profissionais e alguns consultores jurídicos têm pouco conhecimento sobre como funciona o processo”, afirma Andrei.

“Apesar disso, no nosso caso, tudo foi evidenciado após constatação e auditoria nos balanços e números. Viemos de um forte crescimento e investimento nos últimos anos. E os motivos que nos levaram à recuperação judicial foram apresentados com muita transparência junto aos nossos credores, Fizemos todos os esforços possíveis para evitar a medida, mas tomamos rapidamente a decisão, pois naquele momento era a única providência a ser feita” avalia.

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