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Em CPI, Mandetta diz que não defendeu kit covid por não ter eficácia

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O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta concedeu, nesta terça-feira (4), o primeiro depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, no Senado, que apura a conduta do governo federal durante a pandemia e o repasse de recursos da União para os estados. As informações são da Agência Brasil.

Mandetta foi ministro da Saúde do começo de 2019 até o dia 16 de abril do ano passado, quando o país registrou 188 novas mortes e alcançou 1924 vítimas da covid-19. A maior parte das perguntas foi no sentido de entender quantas dessas mortes, que hoje passam de 410 mil, poderiam ter sido evitadas.

Os senadores perguntaram por que o ex-ministro não defendeu o uso de remédios do chamado kit Covid, como fizeram outros integrantes do governo. Luiz Henrique Mandetta afirmou que, diante de métodos científicos, esses medicamentos não tiveram eficácia.

Luiz Henrique Mandetta disse que, enquanto esteve no cargo, o Ministério da Saúde não pediu que o laboratório do Exército fabricasse cloroquina. Ele contou que, dias antes de ser demitido, participou de uma reunião no Palácio do Planalto, sem o presidente Jair Bolsonaro, em que foi apresentada uma proposta de decreto presidencial para alterar a bula da cloroquina e incluir a covid-19 entre as doenças para as quais o medicamento seria indicado. O então ministro disse que ele e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, informaram que bula é alterada pela agência reguladora e não por decreto.

Mandetta também respondeu sobre as orientações para a população. Os senadores perguntaram se o ministério recomendava que as pessoas com covid só procurassem atendimento médico quando a situação se agravasse. O ex-ministro afirmou que as orientações atuais são as mesmas desde a declaração de pandemia, em março do ano passado.

Luiz Henrique Mandetta disse que sempre se baseou em evidências científicas e orientou a população a praticar a etiqueta respiratória, higiene das mãos, uso de máscara e afastamento social. Segundo ele, essas são as únicas formas de prevenir a doença.

Os depoimentos de outros dois ex-ministros da Saúde foram adiados. O de Nelson Teich passou para esta quarta-feira (5), às 10 horas da manhã, e o de Eduardo Pazuello ficou para o dia 19 de maio. Mais cedo, Pazuello informou que, no último domingo, teve contato com dois servidores do Palácio do Planalto que testaram positivo para covid.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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