Espaço Fecofar consolida-se como ponto de encontro entre indústrias e farmácias
Inaugurada em 2024, sede da federação recebe em média 300 visitantes por mês
por César Ferro em e atualizado em
Inaugurado em maio de 2024, o Espaço Fecofar foi criado com três objetivos comerciais bem definidos – dar às sete redes associadas um ponto físico em São Paulo; garantir um espaço de relacionamento direto com a indústria; e oferecer uma estrutura de apoio para o setor. Dois anos depois, os números mostram que o projeto é um sucesso.
Segundo números auditados pela gestão do condomínio em que fica a sala, a sede da federação recebeu uma média de 300 visitantes por mês em 2026. “Confesso que tínhamos algumas dúvidas quando resolvemos dar esse ousado passo. Hoje vemos que o temor não se confirmou”, comemora Marcelo Grasso, presidente da entidade, em entrevista exclusiva ao Panorama Farmacêutico.
A estrutura de 530 m² foi dividida em três frentes. A primeira – uma área com sete salas – foi equipada para receber as redes associadas em suas reuniões com os parceiros comerciais. Há também um auditório com capacidade para 40 pessoas e um coworking com capacidade para 20 executivos.
Fecofar olha os números, mas mantém foco na assertividade
Apesar de celebrar o alto giro em sua sede, a Fecofar reafirma que não tem interesse em ampliar sua base de indústrias parceiras, atualmente composta por 65 laboratórios. Segundo Grasso, a medida tem como objetivo resguardar os resultados conquistados com cada parceria.
“Se você é parceiro de todo mundo, sua capacidade de entregar resultados acima da média diminui. Parceria de verdade é aquela em que o resultado é palpável para as duas pontas”, argumenta.
O presidente reforça ainda que o propósito original da federação não é fortalecer as redes em si, mas a farmácia associada – sendo o ganho para as redes uma consequência indireta.
Essa disciplina também aparece na política comercial do espaço. A mensalidade cobrada de cada indústria parceira para usufruir dos benefícios da sede permanece desde o lançamento. “Não nascemos para ser mais um custo no processo. O investimento nos projetos da casa é integralmente destinado ao gestor, lá na ponta”, garante.
Operação enxuta garante funcionamento do espaço
A gestão do espaço físico segue a mesma lógica de contenção aplicada à base de parceiros. Apenas três pessoas compõem o quadro próprio da entidade desde a inauguração. A liderança do projeto, desde seu nascimento, fica ao encargo do diretor executivo Willians Robles.
A estratégia se apoia em terceirização, que envolve áreas como tecnologia, limpeza e até mesmo braços estratégicos, como a universidade corporativa. O sistema, inclusive, é um dos grandes beneficiários dessa economia. Cada parceiro comercial da iniciativa patrocina um sistema de vouchers em que, quando o colaborador conclui o curso, recebe R$ 100 vinculados diretamente ao CPF e ao e-mail cadastrados pelo funcionário. O valor pode ser utilizado em lojas, aplicativos de entrega, cinemas e outros estabelecimentos.
“Um empregado que completa cinco cursos, por exemplo, acumula R$ 500 em vouchers. Esse fomento equivale, no fim do mês, às vezes, a até 25% do salário. Isso, sem falar que o que hoje é R$ 100 amanhã pode ser uma promoção”, provoca.