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Especialistas questionam o efeito do Ozempic

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efeito do Ozempic
Foto: Canva

O efeito do Ozempic entrou em xeque, tanto no mercado financeiro como na sociedade. Por um lado, economistas dizem que o medicamento pode “prejudicar” outros setores, enquanto do outro, as farmacêuticas tentam descobrir a nova “pílula mágica” do emagrecimento. Mas há quem afirme que tudo não passa de exagero. As informações são do Pipeline do Valor Econômico.

Para o usuário de semaglutida (por causa da diabetes), economista e professor do Insper, Ricardo Humberto Rocha, o alcance do fármaco está sendo exagerado. “Achar que o mundo inteiro vai tomar Ozempic e ficar magrinho é precipitado. É preciso ter muito cuidado com as generalizações”, analisa.

Apesar de pregar mais cautela com as análises, o economista aponta um setor que tem sim motivos para estar otimista. “O que a gente tem visto é que essas medicações têm um grande impacto no balanço das farmacêuticas”, completa.

Efeito do Ozempic é bilionário

O principal “beneficiário” do efeito do Ozempic é sua fabricante, a Novo Nordisk. No começo de setembro, a farmacêutica chegou a se tornar a maior empresa da Europa, com um valor de mercado na bolsa de valores superior aos US$ 420 bilhões (mais de R$ 2 bilhões na cotação da época).

Outro impacto palpável do sucesso do medicamento pôde ser visto no Produto Interno Bruto (PIB) da Dinamarca, onde a fábrica da farmacêutica se localiza.

O indicador cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022. Desse avanço, apenas 0,3% não tem relação com o remédio.

Em paralelo, outros laboratórios tentam concorrer. É o caso da Eli Lilly, que anunciou um aporte de US$ 2,5 bilhões (R$ 12,3 bilhões) para construir uma nova fábrica destinada a seu Mounjaro e Trulicity, que disputam mercado com o Ozempic.

Além disso, ambas as multinacionais buscam formas de produzir a semaglutida em comprimidos.

Impacto previsto no ramo alimentício e até aeronáutico

Se esse efeito do Ozempic é quase comprovado cientificamente, existem outros que são bem menos sensíveis e bem mais fantasiosos. Esses efeitos em questão vão desde o mercado alimentar até os aviões.

O uso do medicamento pode vir a prejudicar empresas como McDonald’s e PepsiCo, foi o que afirmou a Barclays, em um relatório publicado no começo do mês.

O remédio também foi responsabilizado pela queda nas vendas do Walmart, por exemplo. Já a Jefferies em seu relatório, foi ainda mais longe, e disse que as companhias aéreas lucrariam mais com uma “sociedade mais magra”.

Lucratividade em risco?

Mas esse “império” da Novo Nordisk tem data para terminar. Afinal, no último mês de abril, a Justiça negou a extensão do prazo de patente do Ozempic, o que abre espaço para genéricos à base de semaglutida.

Especialistas em saúde e direito estimam que um medicamento com o princípio ativo, mas fabricados por outro laboratório, pode chegar ao mercado brasileiro já em 2026.

Com genéricos do remédio, a tendência é que o preço do produto caia e seu uso se democratize.

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