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Especialistas identificam autotestes de Covid-19 como causa de subnotificação

O Brasil registrou 14.873 novos casos de Covid-19 nesta segunda-feira (16), de acordo com o levantamento do consórcio de veículos de imprensa. Com isso, a média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 18.329, o que representa uma variação positiva de 23% em relação a duas semanas atrás.

Em entrevista ao Estúdio CBN, o infectologista do Hospital das Clínicas, Max Igor Lopes, afirma não ter dúvidas de que esses números devem ser maiores devido aos autotestes de Covid-19. ‘O Brasil sempre teve uma dificuldade muito grande nas notificações e diagnósticos. Estamos vendo uma grande quantidade de número mais leves que acabam não levando à suspeita de Covid. Além disso, leva um tempo entre os testes realizados e a notificação’, explica.

O especialista ainda acrescenta que os autotestes, à venda no Brasil desde março, podem contribuir para a subnotificação. A orientação da Anvisa e do Ministério da Saúde é de que as pessoas com resultado positivo procurem uma unidade de saúde para que o diagnóstico seja confirmado e notificado oficialmente, mas nem sempre o mesmo acontece.

A epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin de Washington, Denise Garrett, enxerga que a subnotificação de casos de Covid-19 impacta diretamente na tomada de medidas preventivas. ‘Sem esse parâmetro, a próxima referência será o aumento de hospitalizações, que é um indicador mais tardio’, pontua.

Por outro lado, Max Igor Lopes enxerga pontos positivos da disponibilidade de autotestes no Brasil, como detectar a doença mais precocemente e facilitar o processo de testagem. ‘Estamos em um momento da pandemia onde o arbítrio individual é importante. Mas, não por isso, deixa de ser importante ter dados. Quanto mais as pessoas têm informação, mais fácil delas tomarem as decisões corretas’, esclarece.

Denise Garrett lembra que o autoteste ou o teste rápido de Covid-19 tende a ser mais eficaz quando a pessoa já está com sintomas. Mesmo assim, a epidemiologista lembra que, nestes casos de testagem, ‘um negativo não é uma liberação geral’. ‘A recomendação é, se você tem sintomas ou teve sintomas com alguém infectado, repita o teste em um intervalo de 24 horas para ter uma maior garantia’, explica.

Abrafarma, que representa 8 mil farmácias no país, diz que quando o paciente notifica o fabricante sobre o resultado positivo, a farmácia orienta que o cliente procure um profissional de saúde.

A entidade afirmou que não tem o número de autotestes comercializados desde março, mas que até abril 32 mil consumidores reportaram o resultado por meio de um código existente na embalagem. Desses, 22% deram positivo. A taxa foi quatro vezes maior nos pacientes com sintomas.

Fonte: CBN Globo – Online

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