O maior canal de informação do setor

Exigências da 1ª etapa atrasam escolha de voluntários para testes da ButanVac em humanos, diz pesquisador

143

As exigências da primeira etapa do estudo clínico da ButanVac em humanos tem atrasado a escolha dos 418 voluntários para a fase dos testes no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP), afirma o pesquisador Rodrigo Calado, responsável pelo recrutamento das pessoas.

Segundo ele, por ser a fase mais rigorosa da pesquisa, são muitos pré-requisitos que precisam ser cumpridos. Calado afirma que mais de 9 mil pessoas se inscreveram para o estudo. No entanto, apenas 120 foram selecionados até o momento.

A ideia inicial, de acordo com o pesquisador, era concluir o recrutamento e a vacinação em sete dias. A nova previsão é que essa fase, agora, pode durar de dez a 14 dias.

‘Muitos voluntários ou já receberam vacina pelo próprio Programa Nacional de Imunização ou são pessoas que receberam vacina da gripe nos últimos 28 dias e não podem participar do estudo. O que nós vimos, também, é que algumas dessas pessoas já tiveram Covid e nessa fase não podem participar’, explicou.

‘Muitos voluntários ou já receberam vacina pelo próprio Programa Nacional de Imunização ou são pessoas que receberam vacina da gripe nos últimos 28 dias e não podem participar do estudo. O que nós vimos, também, é que algumas dessas pessoas já tiveram Covid e nessa fase não podem participar’, explicou.

Segurança imunológica

Para a etapa, o Butantan e o HC buscam voluntários com mais de 18 anos. As inscrições podem ser feitas no site do hospital.

O objetivo da fase em Ribeirão Preto é observar a eficácia imunológica da ButanVac, por isso são muitas as exigências.

LEIA MAIS

Caso algum item não seja atendido pelo voluntário, as respostas buscadas pelos pesquisadores podem ficar comprometidas.

‘Nós precisamos ter os voluntários sadios, que não tiveram contato com o vírus, para que esses parâmetros biológicos possam ser avaliados’, disse Calado.

‘Nós precisamos ter os voluntários sadios, que não tiveram contato com o vírus, para que esses parâmetros biológicos possam ser avaliados’, disse Calado.

Voluntário será vacinado

Nesta primeira fase, os voluntários serão divididos em dois grupos: um receberá a ButanVac e outro o placebo.

Quem tomar o placebo, após o encerramento dessa etapa de pesquisa, já tem as duas doses da vacina contra a Covid garantidas pelo Butantan e pelo HC. A aplicação será com uma das vacinas já aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.

Caso, ao final da pesquisa, fique comprovada a ineficácia da ButanVac, os voluntários também serão vacinados contra o coronavírus, segundo Calado.

Como a vacina foi desenvolvida?

A ButanVac consiste na Proteína S desenvolvida dentro de ovos de galinha. Nos embriões em desenvolvimento, os pesquisadores inserem o vírus da “doença de New Castle”, encontrado em aves, mas inofensivo a humanos, geneticamente modificado para expressar a estrutura do coronavírus que se encaixa nas células humanas e as infecta.

Depois que o vírus se desenvolve no embrião, o ovo é inoculado e a porção que contém a Proteína S é extraída. Estima-se que cada ovo tenha material suficiente para produzir duas doses de vacina.

Pelos insumos de fácil acesso no Brasil, a ButanVac foi apresentada como uma opção viável de imunizante porque tem um custo considerado baixo em relação a outras vacinas contra a Covid-19, e que dispensa a importação de matéria-prima.

Além disso, tem uma base tecnológica já utilizada na vacina contra a gripe. Com isso, a ButanVac é uma aposta de produção em ampla escala, que pode não só atender o Brasil, mas outros países com dificuldades de acesso a imunizantes.

Fonte: G1

Você pode gostar também

Esse site utiliza cookies para aprimorar sua experiência de navegação. Mas você pode optar por recusar o acesso. Aceitar Consulte mais informação