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Falta de regras mais rígidas para entrada de estrangeiros pode facilitar chegada de outras variantes

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A falta de um controle mais rígido na entrada de viajantes no Brasil pode estar facilitando a chegada de outras variantes do coronavírus.

Recepção carinhosa na chegada para compensar três anos de saudade. Para vir de Portugal, onde mora, para o Brasil a exigência foi um teste de PCR, mas Cristiane sabe que na volta para Lisboa vai ser diferente.

‘Já é informado que, na hora que eu voltar, eu preciso ter obrigatoriamente dois lugares para ficar 14 dias de quarentena. Aqui no Brasil eu não preciso ficar de quarentena’, diz Cristiane Aparecida dos Santos, governanta.

Além do exame feito até 72 horas antes da viagem, as companhias aéreas pedem o preenchimento de um formulário com informações sobre saúde e local de estadia no Brasil.

Bruno Nakashima mora há nove anos no Japão e fez uma longa viagem para visitar a família. Saiu do interior, passou por uma cidade antes de chegar a Tóquio e fez uma escala em Doha, no Catar, antes de aterrissar em São Paulo.

Repórter: E aqui te pediram alguma quarentena na chegada, algum outro exame que você tenha que fazer?

Bruno: Não. Aqui não. Quando eu retornar para o Japão, sim. Aí eu vou ter que ficar 14 dias de quarentena. Três dias no hotel e se não der nada nos exames, eu já posso ir para casa, mas ficar o restante, 11 dias, em casa. Não posso sair.

E precisa ter celular ou alugar um para ter os movimentos monitorados. Além de Japão e Portugal, a exigência de quarentena é feita também por países como a França e recomendada pela União Europeia para todos os países do bloco. Passageiros do Brasil, com raras exceções, estão proibidos de entrar no Reino Unido. Nos Estados Unidos, visitantes que estiveram no Brasil nos 14 dias anteriores à viagem também não podem entrar. O exame PCR é uma exigência geral.

Elisângela, o marido e o filho fizeram exame no aeroporto. O resultado sai em menos de quatro horas. Duro foi achar um lugar no mundo que não exigisse quarentena como parte das férias.

‘Muitos países pedindo quarentena tanto em casa quanto também em hotel, e são os hotéis que eles mesmos providenciam, mas que a gente paga super alto’, conta a empresária Elisângela Cristina Menon, empresária.

Ela desistiu do Paquistão, não quis o México nem o Egito e escolheu ir conhecer a Sérvia.

Vários países se tornaram rigorosos e chegam a proibir a entrada de brasileiros e de passageiros vindos de lugares onde a pandemia se agravou. Já o Brasil, ao receber visitantes sem tanto rigor, pode estar abrindo as portas também para novas variantes do coronavírus.

‘Então, existem diversos protocolos sendo utilizados e o Brasil basicamente tem confiado unicamente na boa vontade das companhias aéreas em checar um teste negativo e é só isso. Uma vez que a pessoa chega em solo brasileiro, ela simplesmente vai seguir sua vida normal estando infectada ou não’, disse o doutor em biologia Anderson de Brito.

Os especialistas lembram que pode haver infecção logo depois de um exame de PCR. Por isso, defendem maior controle de passageiros, que podem trazer novas variantes para o Brasil. Aumentar o sequenciamento genético dos vírus em circulação no país ainda é um desafio.

“Monitoramento. Se outras variantes que surgirão em outras regiões do mundo podem ou não entrar aqui no nosso país, isso é uma pergunta. A resposta é sim, uma vez que nós estamos abertos. Mas reforça então a importância deste monitoramento contínuo ao longo do tempo”, afirmou Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios da Fiocruz.

Anvisa declarou que, no fim de 2020, recomendou a proibição de viagens nacionais e internacionais de casos suspeitos ou confirmados de Covid; que determinou o uso obrigatório de máscara nos aviões, aeroportos e portos; e que as medidas sanitárias são revistas a cada alteração do cenário epidemiológico mundial.

Fonte: G1

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/04/27/ufmg-expoe-macacos-a-variantes-para-verificar-eficacia-de-nova-vacina/

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