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Famílias de São Paulo têm endividamento recorde em setembro

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O endividamento das famílias da cidade de São Paulo atingiu 69,2% em setembro. É o maior nível para o mês da série histórica, que começou em 2004.

Os dados foram divulgados nesta 4ª feira (6.out.2021) pela Fecomercio SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). A PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) é lançada todo mês e acompanha a situação econômica das famílias paulistanas.

Esse é o 10º mês seguido em que o endividamento das famílias tem alta. Segundo a PEIC, 7 a cada 10 famílias estão endividadas. Isso significa que são 2,76 milhões de lares com algum tipo de dívida.

O resultado de setembro indica uma alta significativa no endividamento das famílias em relação ao mesmo mês do ano anterior. O crescimento foi de 10,7 pontos percentuais.

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Além das dívidas, as famílias de São Paulo também estão mais inadimplentes. Aquelas que não conseguem pagar as suas dívidas dentro do prazo são 19%. O percentual representa 759 mil famílias.

A alta no endividamento se dá principalmente por causa da alta da inflação e a retomada econômica. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial, foi de 9,68% no acumulado dos últimos 12 meses, até agosto. Mas a prévia da inflação indicou aceleração em setembro, que chegaria a 10,05% no acumulado de 12 meses.

Com este cenário, o endividamento entre as famílias que recebem menos de dez salários mínimos atingiu 71,1%. Entre aqueles com renda mais alta, o endividamento chega a 63,5%. A principal forma de pagamento das dívidas é por meio do cartão de crédito e do carnê.

Apesar do endividamento, o IFC (Índice de Intenção de Consumo das Famílias) cresceu em setembro. Os principais impulsionadores da alta de 69 pontos para 71,4 foram relacionados às perspectivas do mercado de trabalho, principalmente a visão positiva em relação ao Emprego Atual e a Perspectiva Profissional.

Mas o IFC ainda continua abaixo de 100 pontos. Isso significa que a percepção das famílias ainda é de insatisfação. Exemplo disso é que o nível de consumo, medido pelo IFC, caiu 0,6% em setembro. A percepção é que itens duráveis, como geladeira, fogão e TV, não poderão ser comprados nos próximos meses, já que não há melhora na economia do dia a dia e esses são itens mais caros.

Para a FecomercioSP, o cenário para as famílias só irá melhorar com o crescimento do mercado de trabalho. Com mais pessoas empregadas, o comércio deve crescer, assim como o pagamento das dívidas dentro do prazo.

Segundo os dados do comércio de agosto, o setor varejista registrou queda de 3,1%. Foi o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000. Também em agosto, o desemprego recuou para 13,7%, o que ainda mantém o número de desempregados acima de 14 milhões.

Fonte: Poder 360

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/nova-lei-de-licitacoes-traz-mais-insercao-de-venda-a-varejistas/

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