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Farmacêuticos atuam pela segurança de pacientes frente aos riscos da automedicação

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Com o aumento no número de casos de gripe e de Covid-19, muitos brasileiros têm corrido às farmácias em busca de remédios que aliviem os sintomas, sem precisar ir ao médico. A atitude pode parecer inofensiva, mas pode gerar complicações à saúde, como intoxicações e reações adversas.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, mais de 30 mil casos de internação por intoxicação de medicamentos são registrados por ano no Brasil. Ainda segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 18% das mortes por envenenamento no país podem ser atribuídas à automedicação.

Diante dessa situação, os farmacêuticos representam um papel fundamental para garantir orientação adicional aos pacientes sobre o uso adequado de medicação prescrita, além de questões práticas como o armazenamento e a posologia dos remédios.

“Todos os medicamentos podem causar efeitos adversos e, com isso, afetar a segurança do paciente. A automedicação é uma prática perigosa. O farmacêutico pode ajudar na adesão terapêutica, evitar problemas relacionados à medicação e principalmente favorecer o uso racional”, alerta Arlândia Nobre, coordenadora do curso de Farmácia da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Além do aconselhamento terapêutico, a docente explica que os farmacêuticos adquirem uma função importante em todo o ciclo de saúde de uma sociedade, desde a prevenção das doenças até o fim do tratamento.

A manipulação de medicamentos, realização de exames de análises clínicas e pesquisas das vacinas, de outros medicamentos e produtos para saúde são frutos do protagonismo farmacêutico, em meio ao avanço da pandemia de Covid-19.

“É o único profissional que participa de todas as etapas da cadeia dos medicamentos, do planejamento, desenvolvimento, controle e garantia da qualidade, logística, entre outras, e algumas delas somente podem ocorrer sob a sua supervisão técnica. Dentro dos hospitais, os farmacêuticos também atuam para garantir o suprimento de equipamentos de proteção individual, além de contribuir para o uso racional de medicamentos e um tratamento efetivo”, pontua.

Os farmacêuticos também podem aplicar vacinas contra a covid-19. Segundo resolução 704 de 30/04/2021 do Conselho Federal de Farmácia, os profissionais estão liberados para injetar os imunizantes, desde que sejam capacitados adequadamente antes do procedimento.

MERCADO AQUECIDO E INOVAÇÕES CHEGANDO  

Presente há séculos na humanidade, a Farmácia é considerada uma das áreas mais importantes na saúde e conta com uma indústria em crescente expansão. Segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), o setor varejista – farmácias e drogarias – gerou em 2021 mais de 7.325 empregos, com média de 814 novos postos de trabalho por mês.

E o segmento farmacêutico ainda está sujeito a grandes inovações tecnológicas e científicas. Para Arlândia Nobre, será primordial que os futuros profissionais busquem as necessidades da indústria e aperfeiçoem habilidades comportamentais (soft skills).

“Os futuros profissionais precisam investir em fisiopatologia, farmacologia, semiologia e semiotécnica, farmacotécnica, farmacognosia, realização e interpretação de exames laboratoriais. Ressalta-se a necessidade de habilidades procedimentais, mas também atitudinais, ética, comprometimento, empatia, pró-atividade, capacidade de resolver problemas e trabalhar em equipe”, lista.

GRADUAÇÃO DE EXCELÊNCIA  

Com atuação em 138 especialidades diferentes, a Farmácia requer profissionais em constante qualificação, sendo capazes de se destacar em meio a competitividade do mercado. E o primeiro passo é uma graduação de excelência.

Na Unifor, eleita pela Times Higher Education (THE) a quarta melhor universidade do Brasil nos cursos das áreas de saúde, a graduação em Farmácia forma profissionais preparados para atuar de forma ampla, alinhados ao que o mercado de trabalho exige.

Com nota máxima no Exame Nacional de Estudantes (Enade), do Ministério da Educação (MEC), o curso de Farmácia da Unifor conta com mais de 35 laboratórios de última geração, onde são desenvolvidas atividades práticas, de pesquisa e estágio curricular. Os estudantes também estarão em contato com um corpo docente altamente especializado, composto por mestres e doutores.

Durante a graduação, o aluno tem a possibilidade de desenvolver projetos de inovação, muitos dos quais com patente, garantindo a exclusividade de uso e o empreendedorismo. E os conhecimentos aprendidos também podem ser aplicados na Polifarma, empresa júnior formada exclusivamente por estudantes de Farmácia da Unifor.

“Em 5 anos, procuramos desenvolver no aluno competências e habilidades para atuar na área do cuidado em saúde, tecnologia e inovação em saúde e gestão de serviços farmacêuticos, capaz de integrar equipes multiprofissionais em todos os níveis de atenção à saúde individual e coletiva”, enfatiza Arlândia.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste – CE

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