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Farmácias voltam a crescer após janeiro atípico

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Divulgação: Canva

O mercado de farmácias e drogarias voltou a ter destaque nos resultados do varejo, após um início de ano com índices considerados negativos. É o que aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).

O estudo revelou que as vendas cresceram 1,7% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto o volume de negócios do varejo em geral teve queda de 0,7%. Os percentuais já descontam a inflação, com alta de 0,84% em fevereiro.

Para os consultores responsáveis pela pesquisa, efeitos do calendário afetaram o varejo em fevereiro. Este ano, o carnaval ocorreu inteiramente no mês, diferentemente de 2022 quando a terça-feira caiu no dia primeiro de março. Além disso, a adesão à festa foi substancial em 2023, o que contribuiu para o fechamento de boa parte do comércio. No ano passado, o repique da pandemia, por meio da variante ômicron, fez com que muitos prefeitos cancelassem a festa sem maiores prejuízos para o varejo. O macrossetor de bens duráveis e semiduráveis, por exemplo, apresentou queda de 7,3%.

“Muitas cidades cancelaram o feriado no período tradicional. Este efeito pode ser observado quando olhamos o setor de Turismo e Transporte, que cresceu bastante, especialmente em cidades turísticas como Rio de Janeiro e Salvador. Por outro lado, o macrossetor de Bens Duráveis foi prejudicado, uma vez que as lojas fecharam neste ano durante o feriado”, afirma Vitor Levi, superintendente de dados da Cielo. Foi a primeira retração do varejo após 15 meses de alta.

Como foi o janeiro das farmácias brasileiras?

O ano começou com um sinal de alerta para o grande varejo farmacêutico nacional, que registrou queda no número de clientes atendidos e unidades vendidas em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O faturamento subiu apenas 3,94%, desempenho surpreendente para um setor que avançou 17,43% em 2022.

Os dados são das 29 redes que integram a Abrafarma. Os itens adquiridos pelos clientes somaram 251,3 mil unidades no período, contra 272,8 mil de janeiro do ano passado – um recuo de 7,87%. A queda na venda de medicamentos chegou a 15,16%. Apenas os não medicamentos cresceram, com tímida alta de 3,62%.

“Em janeiro de 2022 tivemos o impacto da ômicron, que naturalmente atraiu mais consumidores para as farmácias. Logo a comparação é um tanto injusta por causa da situação atípica que vivemos no ano passado. Vamos aguardar fevereiro, mas os dados indicam uma piora no acesso e possível queda na adesão ao tratamento”, aponta Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Alta do ICMS pode impactar consumo em farmácias

Barreto lembra ainda os injustificáveis aumentos das alíquotas do ICMS em 12 estados brasileiros, para compensar perdas com a isenção tributária sobre os combustíveis, o que pode piorar ainda mais o consumo no varejo farmacêutico e o acesso da população a bens essenciais.

“Já vínhamos com uma carga tributária de inexplicáveis 33% em medicamentos, um número inconcebível se pensarmos nos nefastos efeitos sobre o abandono ao tratamento em longo prazo. Com tais movimentos, o Brasil insiste em caminhar na contramão do mundo no que se refere a pensar na saúde da população. Nos outros países, cuidado em longo prazo está na ordem do dia dos governos. Por aqui, as pessoas ficam cada vez mais doentes e vivem menos, se não conseguem cumprir seu tratamento. É lastimável, portanto, a visão desses governadores que consideram combustíveis mais importantes que remédios”, critica.

Apesar desse cenário, as grandes redes de farmácias mantiveram o ritmo de ampliação do número de lojas, superando 9,6 mil PDVs. O contingente de funcionários e colaboradores aumentou 4,49%. As farmácias continuam a reforçar sua presença geográfica e aprimorar a prestação de serviços à saúde.

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