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FGV: persistência da crise até 2023 deve causar queda no PIB per capita

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A persistência da crise econômica até o ano que vem pode fazer com que a renda média por habitante caia no primeiro ano do próximo governo, agravando a situação econômica das famílias. O alerta foi feito por Cláudio Considera, pesquisador da FGV/IBRE, à CNN nesta quarta-feira (19).

Veja também: Santander vê volatilidade para câmbio e inflação acima do teto da meta em 2022

“Para o ano que vem, o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia, da FGV) prevê 0,7% [de crescimento]. Se isso acontecer, o produto per capita cai, que é o que tem de renda para todos em média”, explicou Considera.

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A FGV divulgou nesta quarta-feira o Monitor do PIB, uma espécie de prévia dos resultados divulgados pelo IBGE. Pelos cálculos da instituição, a economia brasileira cresceu 1,8% em novembro, em relação a outubro. O dado significa queda de 0,3% no trimestre terminado em novembro.

“Quando olha o acumulado no trimestre móvel, o resultado. A alta de 0,3% está um pouco acima do dado que o BC divulgou recentemente“, diz.

Para o ano de 2022, o especialista ressalta que a manutenção dos níveis de desemprego é um dos principais pontos de atenção, impactando diretamente na renda das famílias.

“Tem uma coisa terrível, que é o desemprego. Temos 14 milhões de desempregados, isso reflete na renda das famílias e faz com que haja menor perspectiva de crescimento, que está em torno de 4,6% [para este ano]”, disse o pesquisador.

Problema fiscal em 2022

O especialista vê 2022 como um ano “bastante difícil”, com a possibilidade de um agravamento da situação fiscal do país diante da possibilidade de um aumento generalizado para categorias do funcionalismo público.

Segundo Considera, a recuperação da economia em 2022 poderia contar com a iniciativa do governo se a situação fiscal fosse mais favorável, com espaço para investimentos públicos.

Ele destaca que, diante da possibilidade de o governo ceder às demandas dos funcionários públicos por aumento, o governo – se quisesse preservar o teto de gastos – teria que realocar recursos para isso, o que poderia afetar ainda mais os investimentos.

“O problema fiscal é muito sério. O governo poderia lançar mão de demandas para aumentar produção e emprego, mas, por causa da situação fiscal, fica difícil adotar essa política”, avaliou.

Previsão para o ano

A prévia do PIB divulgada pela FGV apontou uma reversão após quedas seguidas no resultado da economia no segundo semestre de 2021.

No entanto, segundo o pesquisador, o mês de dezembro deve apresentar uma nova desaceleração, principalmente pela frustração nos resultados do setor de serviços, que voltou a sofrer com restrições e redução do fluxo de pessoas diante do avanço nos casos de Covid-19.

“A Ômicron impactou principalmente os serviços em dezembro. Fez com que as pessoas se amedrontassem um pouco e deixassem de consumir serviços, e 73% da economia é produção de serviços como transporte e comércio”, explicou.

Fonte: CNN Brasil

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